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Mensagem de 05.04.15

E eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a mim mesmo (João 12.32).

Até a morte de Jesus a cruz era um instrumento de sofrimento, tortura, dor e vergonha: “O seu cadáver não permanecerá no madeiro durante a noite, mas, certamente, o enterrarás no mesmo dia; porquanto o que for pendurado no madeiro é maldito de Deus; assim, não contaminarás a terra que o Senhor, teu Deus, te dá em herança” (Deuteronômio 21.23). Depois de Jesus morrer crucificado, a cruz se tornou um símbolo de fé, de esperança e salvação. Quantos hoje trazem uma cruz no pescoço, presa a uma corrente; ela deixou de ser uma ignomínia e passou a ser uma lembrança da bondade de Deus que nos deu seu Filho Unigênito para morrer em nosso lugar numa rude e vergonhosa cruz.

A cruz nos atrai. Por que será? Por algumas razões que vamos agora considerar:

A cruz nos atrai pelo amor. “Amaste a mim, Senhor, também quando, imolado, em afrontosa cruz, o meigo Salvador tomou-me para si, salvou-me do pecado, o Santo de Israel, o teu Cordeiro amado. Meu Deus, que amor! Meu Deus, que imenso amor! (SH nº 44). Quando olhamos para a cruz somos atraídos pelo amor maior que o ódio, maior que a lei, maior que as religiões. Amor que nos constrange, amor que nos aceita assim como somos, nos abraça e nos acolhe. Amor maior que os dogmas, amor que vai além da nossa religiosidade, amor que quebra preconceitos de raça, de cor, de língua, de cultura, amor que derruba a parede de separação e de ambos os povos faz um e estabelece a paz. “E reconciliasse ambos em um só corpo com Deus, por intermédio da cruz, destruindo por ela a inimizade. E, vindo, evangelizou paz a vós outros que estáveis longe e paz também aos que estavam perto” (Efésios 2.16-17). Quem pode medir este maravilhoso amor? “A fim de poderdes compreender, com todos os santos, qual é a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade e conhecer o amor de Cristo, que excede todo entendimento, para que sejais tomados de toda a plenitude de Deus” (Efésios 3.18-19).

A cruz nos atrai pelo perdão. Todos nós precisamos ser perdoados, nossos pecados nos separam, nos afastam de Deus: “Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Romanos 3.23). “Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça” (Isaías 59.2). O pecado nos mata: “Porque o salário do pecado é a morte” (Romanos 3.23a). “Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados” (Efésios 2.1). A cruz nos atrai exatamente pelo fato de nos mostrar que nela o Cordeiro de Deus tomou o nosso lugar levando nossas mazelas, nossas taras, complexos, derrotas, desencontros, toda culpa, todo pecado. “Carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça; por suas chagas, fostes sarados” (1 Pedro 2.24). Na cruz Jesus derramou seu sangue carmesim, sangue eficaz que nos lava e nos purifica de todo o pecado: “Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado” (1 João 1.7). Que nos faz cantar: “Alvo mais que a neve! Alvo mais que a neve! Sim, nesse sangue lavado, mais alvo que a neve serei” (SH nº 438).

A cruz nos atrai pela salvação. A cruz em si mesma não salva. A cruz não é um amuleto, não veneramos, não adoramos a cruz. Mas nela Jesus deu sua vida por nós, nela Jesus se ofereceu como nosso substituto, na rude e vergonhosa cruz ele morreu a nossa morte, ele nos reconciliou com Deus: “O qual foi entregue por causa das nossas transgressões e ressuscitou por causa da nossa justificação” (Romanos 4.25). Fomos justificados; o escrito que era contra nós foi cancelado: “Tendo cancelado o escrito da dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu-o inteiramente, encravando-o na cruz” (Colossenses 2.14).

A cruz nos atrai. Agora só nos resta cantar: “Foi na cruz, foi na cruz que, a tremer, percebi meu pecado castigado em Jesus. Foi ali, pela fé, onde os olhos abri e hoje, salvo, me alegro em sua luz” (SH nº 317).

 

Rev. Messias Anacleto Rosa