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Mensagem de 08.06.14


Mateus 28. 18-20

Estamos caminhando na série de mensagens com o tem central “O Reino de Deus”. Já vimos “A realidade do reino de Deus” e “A parábola do semeador” na Tarde de Esperança. Precisamos nos voltar para a verdade de que onde há rei há autoridade estabelecida. Na história do Brasil tivemos pouco tempo de reinado, fomos colônia de Portugal até 1815, e fomos reino de Portugal entre 1815 e 1822, tendo como rainha D. Maria I e seu filho D. João VI. Em 1822 (7 setembro) com a independência nos tornamos Império e depois disso república, em 1890. Falar de rei e de reino é distante de nossos conceitos. Chamo a atenção para a soberania da autoridade do Rei. Há um ditado que aprendi muito cedo e ouvia do meu pai: “Manda quem pode e obedece quem tem juízo”.(Jô Soares – sois rei, sois rei, sois rei).

Em Mateus Jesus afirma que “toda” a autoridade de Deus como Rei supremo do universo foi dada a ele, em três dimensões:


1.A autoridade no céu

O que significa para nós o fato de Jesus ter recebido de Deus toda a autoridade no céu? Vamos relembrar o fato de que Jesus viveu entre nós, foi crucificado, morreu, foi sepultado, ressuscitou ao terceiro dia, ficou entre os discípulos por cerca de 40 dias, mas foi elevado aos céus de onde voltará.

Na dimensão espiritual essa autoridade dá a Jesus o poder sobre todo principado e potestade: o qual, depois de ir para o céu, está à destra de Deus, ficando-lhe subordinados anjos, e potestades, e poderes (1 Pedro 3.22).

Precisamos compreender que o reino de Deus é maior, mais amplo do que tudo o que sabemos ou até imaginamos. Seja na esfera visível ou invisível, Jesus recebeu o poder para dominar sobre tudo e todos.  Em Colossenses 2.14-15 lemos que na cruz Jesus despojou principados e potestades e os expôs publicamente ao desprezo, triunfando deles na cruz.

Veja como Paulo descreveu esta autoridade: o qual exerceu ele em Cristo, ressuscitando-o dentre os mortos e fazendo-o sentar à sua direita nos lugares celestiais, acima de todo principado, e potestade, e poder, e domínio, e de todo nome que se possa referir, não só no presente século, mas também no vindouro. E pôs todas as coisas debaixo dos pés, e para ser o cabeça sobre todas as coisas (Efésios 1. 20-22).

Prepare-se para esta notícia: Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, -- pela graça sois salvos, e, juntamente com ele, nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus” (Efésios 2. 4-6).

A autoridade dada a Jesus nos céus nos garante vitória contra o inimigo.


2. A autoridade na terra

Alguns pensadores do passado tentaram divulgar a morte de Deus (Friedrich Nietzsche (1844-1900). Isso faz com que muitos pensem que o mundo é como um barco à deriva num grande oceano, ou um relógio que alguém deu corda e agora funciona por conta própria. O relativismo e o secularismo do nosso século quer colocar Deus em cheque. Isso não é verdade. Francis Schaeffer em seu livro “O Deus que intervém” nos alerta que Deus está vivo e ativo na história humana, ainda que os filósofos e o mundo moderno digam o contrário. Aquele que está no trono está vivo e tem também toda autoridade sobre a terra. Precisamos resgatar a verdade de que temos um Rei, Deus está assentado num alto e sublime trono e tem o nome de santo (Isaías 57.15) e governa sobre todas as coisas visíveis e invisíveis.

Tal é seu controle que a Bíblia diz que nenhum pardal cai do céu sem o consentimento do Pai e que todos os fios de cabelo de nossas cabeças estão contados (Mateus 10.29-30). Deus está no controle, aleluia! O profeta Isaías no capítulo 40 fala sobre essa grandiosidade de Deus. No v 26 o profeta diz que Deus é grande em força e forte em poder.

Como isso nos ajuda? Desde um dia com chuva forte até uma grave enfermidade. Jesus recebeu autoridade sobre ventos e mares (Quem é este que até os ventos lhe obedecem? – Marcos 4.41), sobre a enfermidade e a saúde, sobre as forças do mal, sobre a vida e a morte (1 Coríntios 15-54). Ele tem toda autoridade. Ele está no controle. Temos vitória conta o medo. Isso traz descanso.


3. A autoridade nos corações

Quando Jesus afirma que possui toda a autoridade ele está num contexto de despedida e de comissão. Ele está dizendo aos discípulos o que eles devem fazer. É um rei dando ordens aos seus servos. A ordem é simples, clara e direta: “Ide e fazei discípulos”. Não há nada de complicado, nada para se descobrir ou revelar. É simples assim, e é só obedecer.

Muitas pessoas ficam anos perguntando: o que será que Deus quer da minha vida? O que devo fazer? Veja, a ordem foi dada.

Dois aspectos importantes: Precisamos perceber que antes de Jesus nos dar a grande comissão, ele está nos relembrando de quem é que manda. A expressão “portanto” faz a ligação entre as frases. Mais ou menos assim: Olha! Eu tenho toda autoridade, logo, portanto, o que quero que vocês façam é isso. Mas um segundo aspecto é de encorajamento e segurança. Porque logo em seguida Jesus diz que estará conosco todos os dias enquanto fazemos discípulos. Ou seja, fiquem tranquilos, podem ter certeza de que estarei com você, porque eu tenho toda autoridade para isso. Ninguém pode me impedir (Lucas 16.17-18 poder).

Assim, você e eu precisamos sondar nossos corações hoje, se estamos obedecendo a ordem do Rei.


Conclusão

A autoridade do reino de Deus: ela foi dada a Jesus nos céus, na terra e nos corações de todo aquele que nele crê. Estamos em obediência? Trono ou cruz.

Rev. Pedro Leal Junior