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Mensagem de 21.08.16


Eu, Jesus, enviei, o meu anjo para vos testificar estas coisas às igrejas. Eu sou a Raiz e a Geração de Davi, a brilhante Estrela da manhã (Apocalipse 22.16).


Quando olhamos com calma para os escritos de Apocalipse somos levados do terror à expectativa da vitória. Chegamos à simples conclusão de que se trata de uma mensagem profunda e de grande esperança ao povo de Deus, àqueles que perseveraram e que mantiveram os olhos fixos no senhorio de Jesus.

Ao final do livro, nas admoestações e promessas finais descritas por João, o próprio Jesus se autointitula a “brilhante Estrela da manhã”. A expressão “estrela da manhã” aparece três vezes em toda a Bíblia, sempre em contexto profético (Is 14.12, Ap 2.28 e Ap 22.16). Ao relacionarmos esses textos passamos a entender um pouco mais a respeito do poder de Cristo, poder este almejado por Lúcifer, anunciado pelos profetas, desejado pelos poderosos, distorcido pelos falsos profetas, mas apenas vivenciado por Jesus.

Ao vislumbrarmos sua vida e ministério, verificamos que Jesus não se encantou consigo mesmo. Tentem pensar como Cristo Jesus pensava. Mesmo em condição de igualdade com Deus, Jesus nunca pensou em tirar proveito dessa condição, de modo algum. Quando sua hora chegou, ele deixou de lado os privilégios da divindade e assumiu a condição de escravo, tornando-se humano! (Fp 2.5-7 A Mensagem). Em Isaías 14.12, quando lemos como caíste do céu, ó estrela da manhã, filho da alva, notamos que todo aquele que deseja ser o que de fato não é, tem uma queda destruidora. Assim foi com Lúcifer, assim foi com os reis que tentaram usurpar o povo de Deus. Isaías anunciou a queda do rei da Babilônia, pois todo aquele que acha que tem luz própria, cai. Não há poder humano que subsista para sempre. Não apenas o rei da Babilônia caiu, como todo seu império. A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito, a queda (Pv 16.18).

Vemos, também, que Jesus cumpriu com obediência todo plano de Deus e, ao fazer isso, ele foi o homem que exaltou a Deus como nenhum outro na história. Deus adorando Deus. Quanta submissão! Quanta obediência! Ao contrário de Lúcifer, criado como ser de luz, Jesus, além de não se encantar com sua divindade, fez questão de viver de forma simples. Viveu simplesmente para que outros simplesmente vivessem. Obedeceu com alegria, submeteu-se com convicção e tem a honra de dizer: “Eu sou a brilhante Estrela da manhã”. Enquanto muitos têm o desejo de brilhar, Jesus tem luz própria e ilumina tudo ao redor porque a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito (Pv 4.18). Sua obediência e submissão ao plano da redenção trouxeram aos crentes um brilho celestial eterno.

E, enfim, Jesus trouxe a luz que nunca mais se apagará. Assim, nos dá um breve lampejo do que teremos na eternidade. Cristo inaugura um reino de luz que não se acaba mais. Eu vim como luz para o mundo, a fim de que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas (Jo 12.46). E graciosamente compartilha conosco seu brilho: Vós sois a luz do mundo...Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus (Mt 5.14,16). Eu, Jesus, enviei o meu anjo para vos testificar estas coisas (Ap 22.16), e a Estrela prometida, a Raiz e a Geração de Davi, agora brilha para sempre em nós e por meio de nós.

Olhemos, portanto, para a brilhante Estrela da manhã, inclusive nos momentos mais escuros da vida. Quando faltar luz e direção, deixemos Jesus brilhar. Eis que sua luz brilha firmemente para nos dar norte e apontar o caminho para o Pai, desde agora e eternamente. Amém.

Rev. Daniel Zemuner Barbosa