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Mensagem de 23.08.15

Bem-aventurados os pacificadores, pois serão chamados filhos de Deus (Mateus 5.9).

Vivemos num mundo de guerras. Quer seja entre nações, no mercado de trabalho, entre gangs, ou mesmo debaixo do mesmo teto, a incapacidade de viver e conviver em paz reflete a natureza pecaminosa e egoísta da humanidade. Assim como toda guerra tem uma raiz lá dentro dos corações, todo o processo de paz também só pode partir de uma grande mudança lá dentro de nossa vida, no âmago das motivações e desejos. Jesus, o Príncipe da Paz, promoveu a paz em nós e nos chama para sermos pacificadores, como  ele. 

Segundo alguns comentaristas, o sentido mais correto da expressão pacificador refere-se à promoção de concordância entre duas ou mais pessoas que estão em contenda, em guerra, em litígio. Algumas traduções usam a expressão “aquele que trabalha pela paz”, “aquele que tem sua vida dirigida para as coisas que promovem a paz”. 

A primeira atitude prática que um pacificador faz em um processo de reconciliação é estabelecer uma situação de cessar fogo. Não há condições de trazer paz em meio a um tiroteio. É necessário que uma bandeira branca seja levantada para um recesso. Pessoas envolvem-se tanto nos tiroteios dos conflitos que se tornam incapazes de baixar a guarda. Aí entra o pacificador, oferecendo sua credibilidade e autoridade para essa pausa. Na verdade, ele só consegue fazer isso se tiver a confiança de ambos os lados.

A partir da pausa, o pacificador deve trabalhar rapidamente para discernir causas e motivações, agindo de maneira imparcial e justa. O trabalho de reconciliar exige a firme determinação de ouvir, fazendo perguntas certas, dentro sempre de um ambiente de amor, mas verdade e sinceridade.

Após entender bem o contexto, o pacificador deve aproximar-se incentivando a busca de entendimento. Isso exigirá certamente a necessidade de pedir e liberar perdão. Via de regra, ambos os lados têm sua mea-culpa. Muitos conflitos acontecem pela grande intolerância presente nas relações humanas. Assim, é fundamental a ministração da importância de suportarmos um ao outro. Na Bíblia não faltam instruções insistentes nesta direção.

Uma vez entendido, perdoado, haverá pré-disposição para promover a reconciliação. Neste ponto, o amor de Cristo deve ter brotado nos corações para que o ato não seja uma mera formalidade. Normalmente, haverá certo constrangimento ao perceberem como foram tão intolerantes um com o outro. Quando o pacificador chega neste ponto, ele já sente concretamente o fluir da paz de Cristo.

O texto afirma que os pacificadores serão chamados filhos de Deus. É claro que não se trata de semelhança física, mas semelhança com o caráter de Cristo. À medida que exercemos nosso papel de pacificadores, reconciliando pessoas com Deus e com seus semelhantes, nos tornamos parecidos com Jesus. Que falem de nós: “lá vem o filho de Deus”.  

 

 

 

 

Rev. Rodolfo Garcia Montosa