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Mensagem de 10.05.15

Tua esposa, no interior de tua casa, será como a videira frutífera; teus filhos, como rebentos da oliveira, à roda da tua mesa (Salmos 128.3).

Neste mês nosso tema é: POR ESTA CAUSA ME PONHO DE JOELHOS. Certamente nossa família ganha primazia dentre muitas causas pelas quais devemos nos colocar de joelhos. Especialmente hoje, ao comemorarmos o seu dia, vamos destacar quem merece todo nosso carinho, respeito e orações: a MÃE. Neste Salmo, o poeta faz a pintura de um belo quadro que retrata  uma vida de plena alegria no seio da família, com destaque à figura central da mulher como esposa e mãe.

A mulher tem posição privilegiada (esposa, no interior de tua casa). O livro de Gênesis revela que o homem foi criado da terra bruta, formado do pó, depois transportado ao lindo jardim com a responsabilidade de cuidar dele. Em seu DNA está esse coração selvagem e conquistador. Já a mulher foi formada a partir do homem. Quando abriu seus olhos pela primeira vez, viu a beleza do jardim, percebendo suas cores, texturas, odores, sabores. Em seu DNA está toda sensibilidade e beleza. Daí ser chamada de esposa, simbolizando a conquista do homem e também para quem o homem conquista tudo o mais. Esposa é a mais adornada, sensível, respeitada e valorizada. Seu lugar, no interior da casa, é o mais seguro. Ali ela está protegida e muito bem cuidada.

A mulher produz fruto abençoado (será como videira frutífera; teus filhos, como rebentos da oliveira). Da videira, tem-se a uva para o alimento, o vinagre para o tempero, e o vinho para a alegria. Seu maior fruto: filhos. Daí tornar-se mãe. Não qualquer tipo de filhos, mas aqueles que se transformam em rebentos da oliveira. Como não existia luz elétrica naquela época, as famílias faziam uso de lampiões. Esses lampiões eram movidos a óleo, óleo de oliveira, ou, como também podemos chamar, azeite. Assim, o salmista aponta para os filhos como a fonte de luz e energia, assim como também o azeite era fonte do melhor tempero. Assim são vistos pelo poeta os filhos desta mãe: sendo luz, energia e tempero na sociedade.

A mulher exerce conexão central (à roda da tua mesa). A imagem da mulher coordenando a mesa é figura de sua centralidade no relacionamento entre todos. Seu papel é fonte da vida de toda a família. A mesa é lugar de comunhão, oração, alegria, risadas, conversas e brincadeiras entre pais e filhos, e entre irmãos. Tudo isso coordenado e conectado pela mãe. Ela alimenta estômagos vazios, enlaça corações distantes, abraça para aquecer do frio, cura as feridas da caminhada, restaura os sonhos. Ela ouve e é ouvida, toca e é tocada, enxerga e é apreciada. Apazigua em tempos de guerra e avança em tempos de oportunidade. Enxuga as lágrimas, consolando. Incentiva, aplaudindo. Tudo isso e muito mais, à roda da mesa.

A mãe, no projeto de Deus, é aquela que foi amada antes mesmo de ter-se tornado mãe. Torna-se mãe como fruto desse amor. Reflete amor aos seus filhos e marido, ensinando-os a amar e perpetuar esse amor. A mãe, no projeto de Deus, mesmo na humanidade decaída, é o melhor reflexo na terra do amor do próprio Deus por nós. Vamos agradecer a Deus pelas nossas mães e interceder pelo fortalecimento das mães nos dias de hoje.

Rev. Rodolfo Garcia Montosa