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"Tenham o cuidado de obedecer a toda a lei que eu hoje ordeno a vocês, para que vocês (1) vivam, (2) multipliquem-se e (3) tomem posse da terra que o Senhor prometeu, com juramento, aos seus antepassados. Lembrem-se de como o Senhor, o seu Deus, os conduziu por todo o caminho no deserto, durante estes quarenta anos, para humilhá-los e pô-los à prova, a fim de conhecer suas intenções, se iriam obedecer aos seus mandamentos ou não. Assim, ele os humilhou e os deixou passar fome. Mas depois os sustentou com maná, que nem vocês nem os seus antepassados conheciam, para mostrar a vocês que nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca do Senhor" (Deuteronômio 8.1-3 – NVI).

Diante de um novo ano, de uma nova estação na vida, de uma nova terra, de uma página em branco a ser escrita, o povo de Israel foi alertado por seu líder, Moisés, a que estivessem conscientemente focados em Deus, especialmente na palavra que procede da boca do Senhor.

De fato, uma única palavra de Deus muda todas as coisas. Uma única palavra de Deus cria todas as coisas. Uma única palavra de Deus derrota o inimigo, despedaça grilhões, abre caminho no deserto, põe riachos no ermo, remove montanhas. Uma única palavra de Deus cura toda enfermidade, transforma água em vinho, gera consolo, esperança, alegria. Uma única palavra de Deus traz luz e direção, ânimo e força na caminhada.

Ora, se a palavra da boca de Deus é assim tão importante, surgem algumas perguntas:

Quem pode ouvi-la? Os filhos de Deus. Jesus disse: "As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço e elas me seguem (João 10.27)". O sentido de ouvir não é somente de escutar, mas de dar atenção ao ponto de seguir, interessar-se, dar a devida consideração.

Quando pode ouvi-la? Na presença de Deus. Jesus disse: "Já não os chamo servos, porque o servo não sabe o que o seu senhor faz. Em vez disso, eu os tenho chamado amigos, porque tudo o que ouvi de meu Pai eu tornei conhecido a vocês (João 15.15)". Como filhos e filhas somos chamados a andar com o Senhor e desenvolvermos relacionamento profundo, pessoal e real. Isso implica necessariamente em ouvir sua voz, perceber seu coração, compreender seus pensamentos e nos expressar com liberdade e sinceridade. Somos chamados a um tipo de relacionamento não religioso e ritualista, nem meramente no nível intelectual. Fomos chamados para sermos amigos de Deus, participantes do seu coração, confidentes de seus pensamentos e planos.

Como pode ouvi-la? De diversas maneiras, especialmente através de Jesus (Hebreus 1.1,2). A Bíblia nos ensina que Deus fala pelas Escrituras (Dn 9.2), por meio de pessoas (1Co 14.3; 1Ts 5.20-21; Mt 18.16), visões (At 16.9), sonhos (Mt 2.13), anjos (At 8.26), sinais (Jz 6.12,17), pela voz interior do seu Santo Espírito (At 8.29), ou por intermédio de circunstâncias (Gn 24). Muito mais a Bíblia diz sobre como Deus fala (Êx 23.20-2; 33.9,11; Nm 7.89; 12.7-8; Js 1.1; Mt 3.17; 17.5; At 9.7;10.13; 11.7; 22.7,14; 26.14).

Antes do advento da navegação eletrônica, havia na Itália uma baía que só podia ser alcançada navegando-se por um estreito canal entre rochas e bancos de areia perigosos. Muitos navios ali afundaram ao longo dos anos, pois a navegação naquele ponto era extremamente arriscada. Para que os navios pudessem chegar ao porto com segurança, foram instaladas três luzes em três enormes postes na baía. Quando as três estavam perfeitamente alinhadas e eram vistas como se fossem uma só, a embarcação podia seguramente virar na direção do estreito canal para iniciar a subida. Se o piloto visse duas ou três luzes separadamente, ele sabia que estava fora do curso e corria perigo. Ele precisava continuar manobrando o barco até que as luzes fossem vistas perfeitamente alinhadas, para que pudesse então, com segurança, entrar na baía. Para que possamos também navegar com segurança no barco da vida, o Senhor nos concedeu três faróis: (1) o testemunho da Palavra, (2) o testemunho interior do Espírito Santo, e (3) o testemunho dos irmãos na fé. Quando essas três luzes estão alinhadas, como se fossem uma só, estaremos seguros. Do contrário, corremos o risco de encalhar ou naufragar.

A disposição e disponibilidade de o Senhor falar com seus filhos foram expressas, desde a fundação do mundo, quando ele descia no fim da tarde, para conversar com Adão e Eva (Gn 3.8-9). Muitas são as declarações que Deus faz sobre seu desejo de falar conosco (Sl 73.24; Pv 8.14; Is 11.2-4; Is 48.17; Is 50.4-5). E a palavra que sai da sua boca é vida para nós. Definitivamente, Deus quer falar com você. E você, quer ouvi-lo?

Rev. Rodolfo Garcia Montosa