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Mensagem de 12.04.15

Tomaram eles, pois, a Jesus; e ele próprio, carregando a sua cruz, saiu para o lugar chamado Calvário, Gólgota em hebraico, onde o crucificaram (João 19.17-18).

Como se não bastasse a vergonha de ter sido pendurado no madeiro, e ao lado de dois ladrões, Pilatos, o grande líder do Império Romano daqueles dias, escreveu sobre a Cruz de Cristo, em três idiomas, o título: Jesus Nazareno, o Rei dos Judeus (João 19.19). Quanta ironia. Os principais sacerdotes ainda disseram: Não escrevas: Rei dos judeus, e sim que ele disse: Sou o rei dos judeus (João 19.21). A esta questão, respondeu: O que escrevi escrevi (João 19.22). Assim, tentou escrever uma história, no entanto, reconhecemos que Jesus escreveu outra. Ao entregar o espírito disse: Está feito, encerrado! (João 19.30 - A Mensagem), ninguém mais pode mudar esta história. John Stott, em seu livro A Cruz de Cristo escreveu que “Ele nos leva agora a nos voltarmos do acontecimento para as suas consequências, do que aconteceu na cruz para o que ela alcançou”.

A Cruz de Cristo salva-nos de todos os pecados (1 João 2.1-2; 4.10). A história registra muitos episódios em que povos são salvos de enchentes, guerras, massacres e genocídios. Mas apenas a Cruz de Cristo oferece autossacrifício e autossubstituição. Jesus foi para a cruz intencionalmente, mesmo diante de tanto opróbrio e dor. Sendo Deus, poderia livrar-se da cruz, mas não o fez. Morreu a nossa morte a fim de nos libertar do pecado e nos dar vida plena. Deus não aceita subornos, se assim fosse, aceitaria rituais e ofertas, contudo, a única maneira de reconciliar-se com o mundo foi a entrega do Filho amado. Propiciação que gera redenção. A nossa salvação para Deus custou caro, mas a cruz nos viabilizou isso, foi o preço do resgate, o preço da soltura.

A Cruz de Cristo revela a glória de Deus. Através do que Deus realizou ali pelo mundo, ele também falou ao mundo (Hebreus 1.1-4). Tendo Deus, outrora, falado e se revelado muitas vezes e de muitas maneiras, agora, comunica-se em silêncio, com gesto sublime. O Cordeiro foi esmagado sem gritar ou gemer. Assim, Jesus se mostra como o resplendor da glória de Deus, a expressão exata do seu Ser. No Antigo Testamento a glória era manifestada na natureza ou em aparições no meio do povo. No início do Novo Testamento, a glória de Deus está associada a Jesus Cristo (João 1.14). Muitos querem ver a glória de Deus, mas isto somente é possível se olharmos para a cruz onde a justiça e o amor de Deus são revelados de forma real.

Assim, a Cruz de Cristo nos dá vitória permanente. O cristianismo dos nossos dias nem sempre representa a confiança demonstrada por Jesus em seu ministério. Ele sabia o que estava fazendo. Sua confiança no Pai e no plano eterno era inspiradora. Jesus não titubeou, não demonstrou fraqueza, mesmo quando sua carne fraquejou. Por isso mesmo, graças a Deus, que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo (1 Coríntios 15.57). Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou (Romanos 8.37). A realização da Cruz está consumada, nada pode fazer voltar atrás. Cristo venceu, triunfou, e o fez pela cruz.

Somos convidados a olhar para a vida de uma forma diferente. Olhando pelo prisma da cruz, não há condenação, há salvação. Vemos a glória de Deus e constatamos que a vitória é nossa, aleluia!

 

 

Rev. Daniel Zemuner Barbosa