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Mensagem de 10.02.19


Então voltou para a casa de seu pai. Quando ele ainda estava longe, seu pai o viu. Cheio de compaixão, correu para o filho, o abraçou e o beijou (Lucas 15.20 - NVT).


Jesus revelou um pouco mais a respeito do coração do Pai por meio da Parábola do Filho Perdido (Lc 15.11-31). Em sua intencional missão de nos mostrar o Pai, Jesus confronta toda e qualquer tipo de referência que se tinha sobre paternidade e sobre Deus. Sua referência de Pai é apresentada nesse jeito intenso de amar: abdicado, compassivo, alegre e conciliador.

Seu jeito abdicado de ser é logo revelado quando dividiu seus bens entre os filhos (v 12 - NVT). Na cultura do antigo oriente, não muito diferente dos dias de hoje, pedir antecipação de herança era como desejar a morte do pai. É querer os bens, mas não o relacionamento, desejar o presente, mas não a presença, o dinheiro, mas não a riqueza do coração. O pai renunciou seu legítimo direito de dizer não. Sabia que isso significava sua morte. Arriscou-se “morrer” para um dia seu filho ser resgatado.

Seu jeito compassivo de ser aparece na expressão cheio de compaixão (v 20 - NVT). Ainda longe, o pai viu o filho. Seus olhos estavam fixos no horizonte aguardando o grande momento do retorno. Quando o filho chegou, saiu correndo. Não simplesmente correu, mas abraçou e beijou. Uma bronca seguida de uma proibição de retorno seria o esperado. Surpreendeu! Seu acolhimento deixou o filho constrangido. Compaixão é a resposta espontânea do pai diante da ingratidão, do desdém, do não merecimento.

Seu jeito alegre de ser é observado quando disse aos servos: ‘Depressa! Tragam a melhor roupa da casa e vistam nele. Coloquem-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés. Matem o novilho gordo. Faremos um banquete e celebraremos, pois este meu filho estava morto e voltou à vida. Estava perdido e foi achado!‘ E começaram a festejar (vv 22-24 - NVT). Tempo de celebração, júbilo, barulho, banquete: o filho voltou!

Seu jeito conciliador de ser é percebido quando o irmão mais velho se irou, mas o pai saiu e insistiu com o filho (v 28 - NVT). Foi sensato, amoroso diante do ciúme quando disse: ‘Meu filho, você está sempre comigo, e tudo que eu tenho é seu. Mas tínhamos de comemorar este dia feliz, pois seu irmão estava morto e voltou à vida. Estava perdido e foi achado!’ (vv 31-32 - NVT).

A parábola mostra que nenhum dos filhos conhecia o caráter amoroso de seu pai, assim como muitos de nós. O mais novo tinha certeza que não seria perdoado, assim como o mais velho tinha certeza que o pai o repudiaria.

Por essa razão, Jesus apresenta esse jeito intenso de amar que o Pai tem pela nossa vida para incentivar o retorno de todo aquele que está distante, e a conversão de todo aquele que está perto, para usufruir com intensidade a maravilhosa presença de Aba.

Rev. Rodolfo Garcia Montosa