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Mensagem de 04.10.15
 

Perto está o Senhor. Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus (Filipenses 4.5b-7).
 

Como é bom saber que perto está o Senhor. Porque o Senhor está perto, podemos e devemos conversar com ele. Também é verdade que quanto mais conversarmos com ele maior será nossa percepção do quanto ele está perto. De uma maneira simples e direta, o apóstolo Paulo ensina que distância zero de Deus tem relação com a vida de oração. Quanto mais oração, menor a distância. Mas, preste atenção, não é qualquer tipo de oração.

A oração que produz distância zero de Deus é do tipo abrangente: coisa alguma; em tudo. Alguns assuntos da nossa vida, simplesmente, não apresentamos a Deus em oração. Algumas vezes, pode ser que pensemos que não devemos incomodar a Deus com isso ou aquilo. Outras vezes, pode ser que agimos como quem sabe dar conta do recado e que essa área só depende de nós. Outras, então, pode ser, simplesmente, por inconsciência, desconhecimento ou esquecimento. Aí, quando menos esperamos, aquilo que era pequeno, torna-se um grande problema, ou um grande desafio. Devemos desenvolver o hábito de orar os detalhes de nosso dia, agenda, decisões, enfim, de nossa vida. Isso ampliará a consciência do quanto dependemos e precisamos do Senhor. Jesus mesmo nos desafiou quando disse: pedi e recebereis, para que a vossa alegria seja completa (João 16.24). Alegria completa só vem com oração abrangente.

A oração que produz distância zero de Deus é do tipo direcionada: diante de Deus. Parece tão óbvio. Afinal, a quem mais dirigiríamos nossa oração? Na prática, contudo, nossa atenção é lançada em muitas direções que não na presença de Deus. Pedimos a Deus, mas saímos pedindo ao mundo. Quer seja nas relações comerciais, familiares, de amizade, pode acontecer de vomitarmos no outro o peso de nossos pedidos. Compartilhar faz parte da comunhão desenhada por Deus, desde que o destino final seja a presença de Deus. Devemos nos incentivar mutuamente a apresentar nossas petições diretamente ao Pai, ao invés de pedirmos tanto ao outro. Somos filhos, e entre nós e o nosso Pai celestial não pode existir intermediários e mediadores. Ao invés de pedir para pessoas, que tal pedir para Deus? Jesus mesmo ensinou: Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará (Mateus 6.6). Oração direcionada ao Pai tem, da parte do Pai, toda a atenção e recompensa.

A oração que produz distância zero de Deus é do tipo intensa: pela súplica. Estamos falando daquela oração que vem das entranhas, insistente, persistente, humilde. Isso envolve tempo e profundidade, clareza e determinação. Muitas vezes, será feita com lágrimas nos olhos, batendo no peito, rasgando as vestes. O apóstolo Pedro reforça isso, dizendo: Humilhai-vos, portanto, sob a poderosa mão de Deus, para que ele, em tempo oportuno, vos exalte, lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós (1 Pedro 5.6-7). Até quando orar? Até o extremo de lançar. Quando alcançarmos essa posição de lançar, mesmo que não tenhamos mudado o futuro, certamente nosso coração terá sido mudado em relação ao futuro. Jesus mesmo, estando em agonia, orava mais intensamente. E aconteceu que o seu suor se tornou como gotas de sangue caindo sobre a terra (Lucas 22.44). Sua grande luta não foi no Gólgota, mas no Getsêmani. Quando foi para a cruz seu coração estava preparado. Mesmo esperando a intercessão de pessoas muito chegadas, existem momentos que devemos estar pessoalmente, com toda a intensidade, diante do Pai.

Quando experimentamos a distância zero pela oração, naqueles momentos que até parece que podemos tocar em Deus, convictos de que perto está o Senhor, sentimos que a paz de Deus, que excede todo o entendimento, está guardando o nosso coração e a nossa mente em Cristo Jesus.

Rev. Rodolfo Garcia Montosa