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Lucas 19.11-27

 

A viagem por Samaria estava chegando ao fim. Finalmente eles estavam por adentrar Jerusalém. Quanta expectativa! Pensavam que o Rei assumiria seu posto, acabando com o governo romano. Logo depois desse último episódio, já estava tudo preparado para receber Jesus de maneira triunfal na cidade da paz. Mal sabiam que, em uma semana, o Rei seria morto. Mas, por enquanto, aproveitando todo esse contexto, Jesus resolveu contar mais uma de suas histórias reveladoras e desafiadoras.

Contou que um homem haveria de retirar-se para ser coroado rei. Muitos não aceitaram seu reinado, o que não o impediu de receber tal posição. Antes de sair, chamou dez servos e distribuiu dez minas para cada, ordenando-lhes que trabalhassem aqueles recursos. Quando do seu retorno, já como rei, chamou seus servos para a prestação de contas. Uns tiveram ganhos expressivos com as minas, recebendo prêmios de cidades para cuidar. Outro não produziu nada, recebendo dura crítica, além de perder as minas que tinha. Aqueles que o rejeitaram foram considerados como inimigos e mortos. Três grupos distintos de pessoas, cada qual com posicionamentos diferentes perante o Rei.

O grupo dos que rejeitam a Jesus manifestou repulsa (v 14) logo que o Senhor lhes anunciou que iria ser coroado. Enquanto outros proclamariam: "Bendito é o Rei que vem em nome do Senhor!" (Lucas 19.38), esse grupo chamou Jesus de rei negativamente, por quatro vezes, caçoando e provocando, sendo duas perante Pilatos (Lucas 23.2-3) e duas na cruz (Lucas 23.37-38), como que emitindo sua decisão: “Não o queremos governando sobre nós!” O grupo o crucificou com palavras e ações. Seu destino foi ser destruído (v 27).

O grupo dos que desobedecem a Jesus está representado por aquele que não trabalhou as minas recebidas. O fato de ter recebido as mesmas minas demonstra que era de confiança. Acontece que não compreendeu a vontade do Senhor, interpretando mal seu caráter e não trabalhando os recursos que recebera. Está desconectado do coração do Senhor e não percebe que foi chamado para dar continuidade a seus negócios na sua ausência, fazendo o que ele mesmo faria, pensando como ele pensaria, investindo tempo onde ele mesmo investiria. Ao menos se aplicasse as minas nas mãos de terceiros teriam alguns rendimentos. Ocupou sete dos dezessete versículos que refletem desaprovação, desinteresse, desobediência. Seu destino é perder todos os recursos do Senhor depois de sua volta (v 24-26).

o grupo dos que se envolvem com Jesus tem ganho em cima de ganho. Para ele não basta ser um membro do reino de seu Senhor, mas importa participar da vida dele. Não precisa de muitas informações para se engajar, envolver, dedicar. Aplica-se em multiplicar os recursos que receberu. Para esse grupo, obediência é coisa levada a sério. Para o Senhor também. O reino é muito maior que as poucas minas. O período da ausência serviu para testar a fidelidade dos servos. Por isso, para cada mina multiplicada, uma cidade inteira é dada. Seu destino é ganhar muito além do que produziu.

Jesus contou essa história para mudar a nossa história. Ainda restaram sete outros servos sobre os quais não se falou nada. Esses representam nossa vida. Estamos vivendo o tempo da ausência do Senhor. Recebemos minas do Senhor, dons e talentos para serem usados. O galardão é generoso, pois nosso Senhor é abençoador e nos envolve em seus interesses. Ele voltará a qualquer momento e nos perguntará o que temos feito com as minas que recebemos. Portanto, deixe de lado todo o tipo de medo ou apatia e dedique-se à obra do Senhor. Acorde! Desperte! Envolva-se! Ainda há tempo!

Rev. Rodolfo Garcia Montosa