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Pastoral para lançamento da campanha de 31 dias de meditação, jejum e oração - 02.05.16

A palavra felicidade é encontrada em todos os idiomas. Em Inglês, por exemplo, é Happiness; Espanhol é Felicidad; Alemão é Glück; Árabe é سعادة (Sʻādh); Búlgaro é Щастие (Shtastie); Chinês é 幸福 (Xìngfú); Croata é Sreća; Francês é Bonheur; Holandês é Geluk; Italiano é Felicità; Japonês é ハピネス (Hapinesu); Polonês é Szczęście; Turco é Mutluluk; Tailandês é (Khwām s̄uk̄h); Birmanês é (pyayayar shngya mhu). Definitivamente, a felicidade é poliglota.

No Antigo Testamento tem-se a expressão hebraica ‘esher (אֶשֶׁר) traduzida para o português como bem-aventurança, alegria. Refere-se a uma pessoa muito abençoada, graciosamente beneficiada, misericordiosamente favorecida, na integralidade da vida, tanto material, quanto espiritualmente, tanto na dimensão pessoal, quanto familiar e comunitária. No Novo Testamento, a expressão no grego koiné é makarios (μακάριος), e traz o mesmo sentido de alguém sobejamente ditoso, bem-fadado, bendito, bem-sucedido, próspero. Já em Latim, a palavra felix queria dizer, originalmente, fértil, frutuoso, fecundo. Mais tarde, por extensão metafórica de sentido, passou a referir-se ao que é propício, favorável.  Felix tornou-se sinônimo de afortunado, alegre, satisfeito, realizado, de onde nasce a expressão felicitas, em português felicidade.

Seja qual for a língua, em todo o tempo na história, em qualquer lugar no globo, a humanidade sempre expressou seu anseio para ser bem-aventurada de maneira verdadeira e permanente.

Mais que um destino, felicidade é a maneira como se faz a caminhada; mais que um objetivo, felicidade é a maneira de interpretar os episódios da vida. A verdadeira felicidade está acima das circunstâncias, em toda e qualquer situação. Ela existe na fartura, como na escassez, na honra, como na humilhação, diante dos ventos favoráveis, como contrários, na riqueza, como na pobreza, na tempestade, como na bonança, no nascimento, como também na morte. Essa felicidade incondicional, nessa força, nessa dimensão, nessa profundidade, nessa intensidade, nessa constância, só pode ser alcançada em Deus. Felicidade é um atributo exclusivo de quem é Soberano. Portanto, somente do Pai procede toda felicidade. Buscaremos, portanto, ao Senhor, com intensidade através da meditação, da oração e do jejum.

Meditação é onde tudo começa. Interessa-nos saber o que Deus pensa a respeito. Para isso temos na Bíblia a maravilhosa herança que reflete o pensamento de Deus. Faremos isso, a cada dia, para cada vez que aparece a expressão “bem-aventurado” (felicidade) na Palavra. Vamos ler, compreender e aplicar a lição de cada um dos 31 dias.

Oração é onde tudo se desenvolve. Não uma oração que nasce da mecânica da repetição, mas da naturalidade do relacionamento. Para cada dia existe uma pequena oração relacionada ao tema meditado, mas que é somente inspirativa. Sugiro que a cada dia passemos por pelo menos cinco estações da oração: (1) gratidão, por aquilo que Deus tem feito; (2) confissão, por aquilo que temos feito, falado ou pensado e que está contrário aos valores do Reino; (3) petição, pelas necessidades e lutas que passamos; (4) intercessão, pelas necessidades e lutas de outras pessoas; (5) adoração, pelo que Deus é em seu caráter.

Jejum é a disciplina para nos dar foco e ampliar sensibilidade. Assim como Jesus jejuou comida e bebida, o fato de ter ido ao deserto indica um tempo de desligar-se de diversas atividades e coisas que “consomem”. Richard Foster indicou outros seis tipos de jejuns para serem considerados: (1) Jejum de pessoas, na perspectiva de deixar de “consumi-las” para nosso próprio proveito. (2) Jejum da mídia, na perspectiva do bombardeio que recebemos de notícias, dados, informações sobre tantas coisas, especialmente trágicas, que acontecem todos os dias, em todo o mundo, chegando ao ponto de nos intoxicar. (3) Jejum do celular (e mídias sociais), na perspectiva das constantes interferências que temos naquilo que estamos fazendo, interrompendo nossa atenção para quem está diante de nós. (4) Jejum de palavras, na perspectiva de fechar a boca para comentários picantes, opiniões duras, julgamentos implacáveis, fofocas maldosas, justificativas e murmuração talvez seja mais difícil do que fechar a boca para comidas. (5) Jejum de anúncios comerciais, na perspectiva daquele olhar que se detém e passa a desejar profundamente o que não se tem, provocando a consequente insatisfação com o que temos em nossas vidas, roubando o contentamento e felicidade. (6) Jejum de consumo, na perspectiva da compulsão de gastar, no impulso emocional de ter.

Meditando, orando e jejuando é o que nos propomos fazer com maior intensidade nestes próximos 31 dias neste Caminho da Felicidade que Cristo já conquistou para nós. Vamos avançar!

Rev. Rodolfo Garcia Montosa