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Meditação de 10.12.17


E subiu para o barco para estar com eles, e o vento cessou. Ficaram entre si atônitos (Marcos 6.51).


Ouvi o inspirador e tocante testemunho de uma senhora, filha de um bom amigo e dileto colega, contando que quando criança tinha medo de tempestades. Morando no interior, sua casa próxima às matas, quando vinham as chuvas, relâmpagos, trovões, ventos, galhos de árvores quebrando, seu pai a tomava, iam para fora da casa, expostos às borrascas, abraçados. Depois de um tempo voltavam ao interior da casa, e ainda abraçados, ele lhe dizia: “O mais importante é que o papai estava com você na tempestade”.

Jesus viu os discípulos em dificuldades a remar, pois o vento lhes era contrário. Isso era depois das três horas da madrugada, e veio ter com eles. Os discípulos ficaram com medo pensando tratar-se de um fantasma e gritaram. Mas o Mestre os acalmou falando: Tende bom ânimo! Sou eu. Não temais! (Marcos 6.50). Jesus teve importantes atitudes nessa situação crítica, nessa tempestade noturna enfrentada pelos discípulos. Ele viu, ele veio, ele os acalmou e, o melhor de tudo, ele subiu para o barco para estar com eles e o vento cessou. O vento cessa quando Jesus de Nazaré está no barco. Ele é o quarto homem da fornalha acesa (Daniel 3.24-25). Ele é o Leão de Judá presente na cova (Daniel 6.16; Apocalipse 5.5). Ele é o companheiro da jornada para Emaús (Lucas 24.13-15, 30-32). Ele é o amigo presente que chora com as irmãs Maria e Marta, na aldeia de Betânia (João 11.32-35). Ele consolou a viúva de Naim ressuscitando seu único filho que já ia ser sepultado (Lucas 7.11-16). Ele enxugou as lágrimas de Maria Madalena que estava chorando junto ao túmulo vazio (João 20.11-16, 18). Ele estava presente naquele navio que conduzia o apóstolo Paulo, preso, para Roma (Atos 27.22-25). Ele está no barco.

Quando as tempestades do dia a dia chegarem e nós ficarmos com medo pensando que vamos perecer, ele está no barco. Ele vai dizer assim: Acalma-te, emudece! O vento se aquietou, e fez-se grande bonança (Marcos 4.39). E nós então cantaremos:

Mestre! O mar se revolta
E as ondas nos dão pavor!
O céu se reveste de trevas;
Não temos um Salvador!
Não se te dá que morramos?
Podes assim dormir,
Quando a cada momento nos vemos
Já prestes a submergir?

As ondas atendem ao meu mandar.
Sossegai!
E seja o encapelado mar,
A ira dos homens, ou gênio do mal,
Tais águas não podem a nau tragar
Que leva o Senhor, Rei do céu e mar,
Pois todos ouvem o meu mandar:
Sossegai! Sossegai!
Convosco estou para vos salvar:
Paz! Paz gozai!

Mestre! Tão grande tristeza
Me quer hoje consumir!
A dor que perturba minha alma
Te implora: Vem me acudir!
De ondas do mal que me encobrem,
Quem me virá valer?
Oh! Não tardes, não tardes, ó Mestre!
Estou quase a perecer!

Mestre! Chegou a bonança!
Em paz vejo o céu e o mar.
O meu coração goza calma
Que não poderá findar.
Fica ao meu lado, bom Mestre,
Dono da terra e céu,
E contigo eu irei bem seguro
Ao porto, destino meu.
(Mary Ann Baker – CTP 182, Sossegai)

 

Rev. Messias Anacleto Rosa