Conteúdo e Mídia

Mensagens

Mensagem de 29.04.18

Não terás outros deuses diante de mim (Êxodo 20.3).

Depois de tanto tempo vivendo debaixo da cultura do Egito, voltar os olhos e a atenção para um único Deus e depender totalmente dele, não foi uma tarefa fácil para o povo de Israel. Durante anos a idolatria o levou a adorar deuses estranhos, visíveis, com suas formas e esculturas.

Durante a peregrinação, porém, Moisés subiu ao Monte Sinai para receber de Deus os mandamentos de sua aliança. Moisés falava, e Deus lhe respondia no trovão (Êx 19.19b). Então, falou Deus todas estas palavras: Eu sou o Senhor, teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão. Não terás outros deuses diante de mim (Êx 20.1-3). Essa foi a primeira e primordial instrução. Para que a caminhada fosse possível, seria fundamental saber que há um único e verdadeiro SENHOR, Deus zeloso, que orienta o povo a não adorar outros deuses e que não cabe em imagens ou esculturas (Êx 20.4-6).

Mesmo recebendo instruções claras e específicas, o povo nunca conseguiu, de fato, viver em total devoção a Deus. Inúmeras vezes olhou de lado e levantou para si falsos deuses. A idolatria acompanhou o povo de Deus por todo o Antigo Testamento, até que, por meio de Cristo, a verdadeira adoração fosse finalmente viabilizada.

Em Lucas 7.36-50 temos uma prática lição sobre como viver com base nessa cultura de adoração. Um dos fariseus, Simão, convidou Jesus para um jantar. Nesse episódio, uma mulher pecadora, prostituta, conhecida por muitos, anunciou a morte e ressurreição de Cristo ao ungir seus pés. Para isso ela utilizou um frasco de alabastro, uma pedra translúcida rara e cara, contendo nardo puro, um perfume raríssimo e de grande valor.

Arrependimento: A narrativa nos conta que a mulher apareceu, repentinamente, naquela casa, estava aos pés de Jesus e chorava muito, a ponto de suas lágrimas lavarem os pés de Jesus. Quando adoramos, somos confrontados com sua santidade e com nossa miséria. Isso deve gerar em nós um profundo arrependimento e constrangimento que podem nos levar às lágrimas.

Entrega: Na sequência, aquela mulher, de passado comprometedor, solta seus cabelos e começa a enxugar aqueles pés lavados de lágrimas. Para a mulher judia, soltar seus cabelos publicamente, além de proibido, era um ato de profunda intimidade, concebida apenas no ato conjugal. Contudo, ela estava diante do noivo, totalmente rendida e entregue, assim como devemos estar enquanto adoramos.

Submissão: Ali acontece um dos momentos de maior adoração registrado em toda Bíblia. A mulher começa a beijar os pés de Jesus. Não há outro registro semelhante. Ela estava diante de seu Senhor, submissa diante daquele de quem ela não podia esconder nada, mas ao mesmo tempo não a julgava, apenas aceitava ser adorado. A adoração mais profunda acontece aos pés de Jesus, em profunda devoção e humildade.

Dar o melhor: Prostrada, chorando profundamente numa sincera adoração, ela derrama o que tinha de melhor. O frasco de alabastro, além de raro, depois de quebrado, tinha de se utilizar todo o perfume. Porém, ela estava decidida, queria oferecer a Jesus tudo o que tinha, não esperou outra oportunidade. É assim que devemos adorar!

Adorar a Deus é mais que música, mais que um culto no domingo, é estar aos pés de Jesus sem colocar nada nem ninguém em primeiro lugar, reconhecendo que não há outro deus senão o nosso Deus, o amado Pai que em Cristo nos tornou filhos. A ele toda adoração.

Rev. Daniel Zemuner Barbosa