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Mensagem de 25.03.18
 

Porém o meu servo Calebe, visto que nele houve outro espírito, e perseverou em seguir-me, eu o farei entrar a terra que espiou, e a sua descendência a possuirá (Números 14.24).

Deus tem promessa para seu povo, mas somente uma parte dele a conquista integralmente. Dos doze espias enviados por Moisés, dez estavam sob a influência da cultura cheia de desconfiança e medo do Egito. Daquela geração, somente dois entraram na terra da promessa: Josué e Calebe. O escritor diz a respeito de Calebe que nele houve outro espírito, ou seja, naquele contexto, reagiu com olhar e atitude que refletiram a cultura cheia de fé e ousadia do reino de Deus.

O “outro espírito” enxerga a promessa. Calebe enxerga antes de todos. Durante o relato, quando os dez espias começam a exalar o medo por causa dos gigantes que habitavam a terra prometida, Calebe fez calar o povo perante Moisés e disse: Eia! Subamos e possuamos a terra, porque, certamente, prevaleceremos contra ela (Números 13.30). Ele enxerga o lado bom: o extraordinário cacho de uvas que precisou de dois homens para ser carregado (Nm 13.23), e as saborosas romãs e deliciosos figos: Fomos à terra a que nos enviaste; e, verdadeiramente, mana leite e mel; este é o fruto dela (Nm 13.27). Ele também enxerga o lado desafiador: O povo que lá vive é poderoso, e as cidades são fortificadas e muito grandes (Nm 13.28 - NVI). Mas, ao contrário de focar a força dos inimigos e enxergar a si mesmo como gafanhoto (Nm 13.33), o “outro espírito” fixa seus olhos nas promessas de Deus e, principalmente, no Deus das promessas.

O “outro espírito” persevera na promessa. Diante dos dez espias e de toda aquela geração que desistiu, Calebe perseverou em esperar o cumprimento da promessa. O próprio Deus havia falado a Moisés: Certamente, nenhum dos homens desta maligna geração verá a boa terra que jurei dar a vossos pais, salvo Calebe, filho de Jefoné; ele a verá, e a terra que pisou darei a ele e a seus filhos, porquanto perseverou em seguir ao SENHOR (Dt 1.35-36). Após entrar na terra prometida sob a liderança de Josué, o próprio Calebe declarou: Tinha eu quarenta anos quando Moisés, servo do SENHOR, me enviou de Cades-Barnéia para espiar a terra; e eu lhe relatei como sentia no coração. Mas meus irmãos que subiram comigo desesperaram o povo; eu, porém, perseverei em seguir o SENHOR, meu Deus (Js 14.7-8). O “outro espírito” persiste, permanece, continua firme e constante em um sentimento, uma resolução, com base na Palavra do Senhor.

O “outro espírito” conquista a promessa. A clareza como enxergou as promessas do Senhor, bem como sua perseverança em seguir o Senhor, fizeram de Calebe um homem conquistador da herança da terra (Js 14.14) e com vigor para usufruir dela, como declarou: Eis, agora, o SENHOR me conservou em vida, como prometeu; quarenta e cinco anos há desde que o SENHOR falou esta palavra a Moisés, andando Israel ainda no deserto; e, já agora, sou de oitenta e cinco anos. Estou forte ainda hoje como no dia em que Moisés me enviou; qual era a minha força naquele dia, tal ainda agora para o combate, tanto para sair a ele como para voltar (Js 14.10-11). O “outro espírito” está alinhado com o Espírito de Deus e, por isso, torna-se vencedor. 

O Senhor continua firme na promessa para seu povo nos dias de hoje, como está escrito: Pois, tantas quantas forem as promessas de Deus, nele (Jesus) está o sim; portanto é por ele o amém, para glória de Deus por nosso intermédio (2 Co 1.20). De qual lado você quer estar? Dos dez espias que perderam a posse da promessa, ou quer ter sua vida regida por “outro espírito”, outro coração, outros valores, outra fé, outra cultura, outro pensamento, outra atitude? Na cultura do reino, não temos mais espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação (2 Tm 1.7) que enxerga, persevera e conquista as promessas do Senhor.

Rev. Rodolfo Garcia Montosa