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Mensagem de 04.03.18

Vós me sereis reino de sacerdotes e nação santa (Êxodo 19.6).

Imediatamente após a saída do Egito, o Senhor apareceu a Moisés para dizer de seu desejo de transformar toda a nação de Israel em um reino de sacerdotes, ou seja, de pessoas com acesso direto ao seu coração. Acontece que reagiram mal a essa proposta: Disseram a Moisés: Fala-nos tu, e te ouviremos; porém não fale Deus conosco (Êx 20.19a). Estavam acostumados com a impessoalidade que o Egito havia incutido neles. Queriam os benefícios de Deus, mas não queriam o próprio Deus. Moisés, entretanto, desfrutou desse privilégio. A cultura de intimidade do reino de Deus experimentada por Moisés tem alguns aspectos que merecem destaque:

Intimidade que começa na inocente curiosidade: “Que impressionante!”, pensou. “Por que a sarça não se queima? Vou ver isso de perto” (Êx 3.3 - NVI). Uma circunstância aparentemente despretensiosa pode esconder uma conspiração divina.

Intimidade que, na verdade, é iniciativa de Deus: O Senhor viu que ele se aproximava para observar. E então, do meio da sarça Deus o chamou: “Moisés, Moisés!” “Eis-me aqui”, respondeu ele (Êx 3.4). Não é daqui para lá, mas é de lá para cá.

Intimidade que exige temor: Então disse Deus: “Não se aproxime. Tire as sandálias dos pés, pois o lugar em que você está é terra santa” ... Então Moisés cobriu o rosto, pois teve medo de olhar para Deus (Êx 3.5, 6 - NVI). Quem se posiciona perante Deus com desrespeito, desdém, indiferença, ou desprezo, jamais será chamado à sua intimidade. A intimidade do Senhor é para os que o temem, aos quais ele dará a conhecer a sua aliança (Sl 25.14).

Intimidade que revela o coração de Deus: Disse o Senhor: De fato tenho visto a opressão sobre o meu povo no Egito, tenho escutado o seu clamor, por causa dos seus feitores, e sei quanto eles estão sofrendo. Por isso desci para livrá-los das mãos dos egípcios e tirá-los daqui ... (Êx 3.7-8 - NVI). Todos com quem o Senhor tem intimidade perceberão seu coração pulsando pelos perdidos e oprimidos. Não existe intimidade sem ser tocado por sua compaixão.

Intimidade que gera propósito e missão na vida: Vá, pois, agora; eu o envio ao faraó para tirar do Egito o meu povo, os israelitas (Êx 3.10 - NVI). Não há envolvimento íntimo com o Senhor sem envolvimento íntimo com sua causa.

Intimidade que gera fome por Deus: Então disse Moisés: “Peço-te que me mostres a tua glória” (Êx 33.18 - NVI). Moisés já tinha experimentado maravilhas da glória de Deus na nuvem (Êx 16.10), no monte Sinai (Êx 24.16), no fogo consumidor (Êx 24.17), no tabernáculo (Êx 40.35) e em tantas outras situações. Mas, mesmo assim, ele desejou ardentemente ver mais da glória do Senhor. Quanto mais se conhece a Deus, mais se deseja conhecê-lo.

Intimidade de falar face a face: Falava o SENHOR a Moisés face a face, como qualquer fala a seu amigo (Êx 33.11). Nunca mais se levantou em Israel profeta algum como Moisés, com quem o SENHOR houvesse tratado face a face (Dt 34.10).

Assim como no passado, Deus quer dar a nós, seu povo, o mesmo acesso que Moisés teve à sua presença. Vamos, pois, renunciar a todo o tipo de influência do “Egito” que quer nos manter distantes, em busca de mediadores. Vamos nos lançar nos braços de amor do nosso Deus, desejando, ardentemente, seu relacionamento pessoal e íntimo.

Rev. Rodolfo Garcia Montosa