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Mensagem de 09.09.14


Gálatas 5.22

Estamos caminhando na série de mensagens “Desfrutando do Espírito Santo”. Importante reafirmar que o Espírito Santo não é uma força ou um vento, o Espírito Santo é uma pessoa, ele é Deus. Já vimos que podemos desfrutar da alegria e do amor que é o fruto do Espírito Santo. Hoje vamos refletir sobre mais um gomo desse delicioso fruto do Espírito, a benignidade.

Para desfrutarmos da benignidade do Espírito Santo é necessário:


1.Definir a benignidade que Deus deseja

Vamos precisar definir muito bem a expressão benignidade para compreendermos esse assunto. Primeiro vamos entender o grego: crhstothv chrestotes khray-stot'-ace que tem como sentido 1) A bondade moral, 2) A integridade, 3) A benignidade. Vamos agora pedir ajuda ao dicionário de nossa língua. Benignidade é uma qualidade de quem é benigno. Ser benigno significa: benigno adj (lat benignu), 1.Que se compraz em fazer bem; benévolo. 2. Afetuoso, bondoso, complacente (falando de pessoa). 3. Agradável, favorável, propício, suave (falando das coisas). 4. Med Não perigoso.

Uma boa ajuda para entendermos o que é benignidade é ver o seu antônimo e compreender a diferença entre benignidade e bondade. O oposto de benignidade é malignidade. O contrário de bondade é maldade. (mau x bom - sou) (mal x bem - faço).

A benignidade e a malignidade (bom ou mau) são interiores, estão ligadas ao sentimento, enquanto que a bondade e a maldade (bem ou mal) são qualidades exteriores, falam de ação.

Benignidade é a disposição em ser bondoso com o próximo. Significa excelência de caráter, pensar bem a respeito das pessoas. Bondade é a ação de ser bom, gentil e reto para com o próximo. Devo pensar benignamente e agir com bondade. Nem todo ato de bondade está revestido de benignidade, pode haver outros interesses.

A benignidade que Deus quer passa por um exame profundo do nosso coração, fala de quem nós somos e não apenas do que fazemos, fala do caráter que Cristo quer formar e forjar em nós.

Encontramos um coração benigno em Jesus. Nele não se encontrou dolo ou nenhuma má intenção: “o qual não cometeu pecado, nem dolo algum se achou em sua boca” (1 Pedro 2.22).


2.Identificar a benignidade que Deus tem

Deus é a fonte de toda benignidade. Ele não nos pediria algo que ele mesmo não pudesse suprir em nós. Quando lemos a Bíblia do AT ao NT percebemos que benignidade é um atributo de Deus bastante destacado. Para isso precisamos olhar alguns textos:

Salmos 36.5: “A tua benignidade, Senhor, chega até aos céus, até às nuvens, a tua fidelidade”.

Salmos 86.5: “Pois tu, Senhor, és bom e compassivo; abundante em benignidade para com todos os que te invocam”.

Joel 2.13: “Rasgai o vosso coração, e não as vossas vestes, e convertei-vos ao Senhor, vosso Deus, porque ele é misericordioso, e compassivo, e tardio em irar-se, e grande em benignidade, e se arrepende do mal”..

Lucas 6.35: “Amai, porém, os vossos inimigos, fazei o bem e emprestai, sem esperar nenhuma paga; será grande o vosso galardão, e sereis filhos do Altíssimo. Pois ele é benigno até para com os ingratos e maus”.

Cristo é a manifestação mais excelente da benignidade de Deus. Tito 3.4: “Quando, porém, se manifestou a benignidade de Deus, nosso Salvador, e o seu amor para com todos”.


3.Desejar a benignidade que Deus dá

Muito bem, já sabemos sobre a benignidade que Deus quer e já vimos a benignidade que Deus tem em Jesus. Mas agora vem o passo mais importante. Você e eu não conseguimos produzir benignidade em nossos corações por conta própria. Assim como uma árvore não faz força para dar um fruto, você e eu não teremos benignidade à força, é uma obra do Espírito Santo.

É muito ruim quando você e eu nos deparamos com nossa própria malignidade. Quando somos flagrados com maus pensamentos, desejando o mal para alguém, nos surpreendendo com a gente mesmo. Nossa natureza é regida pelo pecado, nosso coração é enganoso e inexplicavelmente corrupto.

Só teremos benignidade quando nascermos de novo em Cristo Jesus; o Espírito Santo vier morar em nós; e permitirmos que ele faça uma mudança completa em nosso coração. Precisamos de um transplante de coração, retirar o de pedra e colocar um de carne - Ezequiel 36.26-27: “Porei dentro de vós o meu Espírito” (v 27).

Precisamos orar como o salmista Davi e pedir para Deus sondar o nosso coração, provar os nossos pensamentos e ver se há em nós algum caminho mau (Salmos 139.23-24) e pedir a Deus que crie em nós um coração puro e um espírito inabalável (Salmos 51.10).

Nesta hora precisamos desejar desesperadamente que o Espírito Santo gere em nós o fruto da benignidade.


Conclusão

Lembro-me de uma palavra da irmã Durvalina Bezerra sobre as “sutilezas da malignidade” que nos assediam e nos envolvem a cada dia. Assim, precisamos identificar em nossas vidas as áreas que estão dominadas por essas sutilezas da malignidade e clamar ao Espírito Santo que nos encha e nos revista de benignidade.

 

 

Rev. Pedro Leal Junior