Conteúdo e Mídia

Mensagens

Mensagem de 21.09.14


Gálatas 5.22-23


Estamos caminhando na série de mensagens “Desfrutando do Espírito Santo”. Importante reafirmarmos que o Espírito Santo não é uma força ou um vento, o Espírito Santo é uma pessoa, ele é Deus e nos dá de seu fruto. Já vimos que podemos desfrutar da alegria, do amor, da benignidade, da mansidão e da paz. Hoje vamos refletir sobre mais um gomo desse delicioso fruto do Espírito, a longanimidade.

Quem de nós já não passou por situações que precisou contar até dez, cem ou mil. Quem de nós já não passou por situação que não contou até dez e se arrependeu profundamente das ações ou, especialmente, das reações que teve? Pois bem, vamos conversar um pouco mais sobre a longanimidade. Para desfrutarmos da longanimidade precisamos compreender:


1.O que é longanimidade?

Algo que tem me ajudado muito nessa série de mensagens é a definição de cada palavra, o significado exato de cada gomo do fruto do Espírito Santo. Longanimidade vem do hebraico ‘erek ‘aph que significa literalmente “nariz longo” ou “respiração longa” ou ainda "fôlego comprido". Faz oposição à ira que é acompanhada por uma respiração violenta e rápida através das narinas. Daí ser traduzido também por “tardio em irar-se”. No Novo Testamento vem do grego makrothymia (makros, ‘longo’, thumos, ‘temperamento’) que traz o sentido de longo de alma, ou ainda longo de ânimo, paciência, resistência, constância, firmeza, perseverança. Faz oposição ao destempero impaciente, comportamento intolerante. No dicionário vemos que é caráter da pessoa que suporta as adversidades e que prossegue em seu empenho, apesar dos obstáculos, bondade que faz desprezar as ofensas, resignado. Em outras palavras, fala de uma pessoa bem temperada e equilibrada.

Somente ao definir essa porção do fruto do Espírito Santo já se faz necessário uma pergunta: Esta virtude está presente em nossas vidas?


2.O que faz a longanimidade?

Afinal de contas por que precisamos ter longanimidade? Vamos resumir rapidamente. Primeiro porque ela nos protege. Protege de reações que provavelmente iremos nos arrepender depois, e colher frutos amargos; nos protege de brigas, guerras e intrigas: “O longânimo é grande em entendimento, mas o de ânimo precipitado exalta a loucura” (Provérbios 14.29).

Provérbios 15.18: “O homem iracundo suscita contendas, mas o longânimo apazigua a luta”. Em segundo lugar precisamos da longanimidade porque ela nos faz avançar, pois produz em nós perseverança. Parece que o longânimo, num primeiro momento, está retrocedendo enquanto deveria avançar, falar e agir. Mas a atitude de um discurso calmo, conciliatório e não ofensivo faz com que tenhamos vitória em nossas ações. Literalmente é não colocar os pés pelas mãos. “A longanimidade persuade o príncipe, e a língua branda esmaga ossos” (Provérbios 25.15) e “melhor é o longânimo do que o herói da guerra, e o que domina o seu espírito, do que o que toma uma cidade (Provérbios 16.32). Em terceiro lugar a longanimidade nos faz conquistar as promessas de Deus. Além da fé precisamos da longanimidade para desfrutarmos do melhor de Deus para nós “não vos torneis indolentes, mas imitadores daqueles que, pela fé e pela longanimidade, herdam as promessas”(Hebreus 6.12).

Moisés tinha sobre sua vida a promessa de desfrutar da terra prometida, mas porque deixou-se levar pela ira e, ao invés de apenas falar à rocha que desse água em Meribá, feriu-a com seu cajado duas vezes, foi desqualificado (Nm. 20.2-13). No Salmo 106.33 lemos que Moisés falou irrefletidamente em Meribá.

Precisamos da longanimidade, pois nos protege, nos faz avançar e nos faz conquistar tudo o que Deus planejou para nós.


3.Como obter a longanimidade?

Já vimos o que é e o que faz a longanimidade em nossa vida. Agora precisamos ver como obter essa longanimidade. Começa com um novo coração dado pelo Pai em Jesus Cristo. Deus é a fonte de toda longanimidade. Vejamos alguns textos: “E, passando o SENHOR por diante dele, clamou: Senhor, Senhor Deus compassivo, clemente e longânimo e grande em misericórdia e fidelidade” (Êxodo 34.6); “O Senhor é longânimo e grande em misericórdia, que perdoa a iniqüidade e a transgressão...” (Números 14.18).O Senhor é misericordioso e compassivo; longânimo e assaz benigno” (Salmos 103.8).

Vamos lembrar de que estamos falando sobre desfrutarmos do Espírito. Quero dizer que você e eu não temos a capacidade de produzir em nós mesmos a longanimidade. Não conseguiremos por esforço próprio controlar nossas ações e reações. A longanimidade em nós é gerada pelo Espírito Santo, precisamos reconhecer que não a temos e desejar profundamente ser trabalhados em nossos corações por Deus.

Como árvores plantadas junto a ribeiros, sejamos nós, homens e mulheres plantados em Deus, por meio de Cristo, e desfrutemos da seiva do Espírito Santo.


Conclusão

Vimos o tema “desfrutando da longanimidade’. Vimos o que é, o que faz e como obtê-la. Concluo fazendo minha a oração do apóstolo Paulo aos colossenses: “Por esta razão, também nós, desde o dia em que o ouvimos, não cessamos de orar por vós e de pedir que transbordeis de pleno conhecimento da sua vontade, em toda a sabedoria e entendimento espiritual; a fim de viverdes de modo digno do Senhor, para o seu inteiro agrado, frutificando em toda boa obra e crescendo no pleno conhecimento de Deus; sendo fortalecidos com todo o poder, segundo a força da sua glória, em toda a perseverança e longanimidade; com alegria”. (Colossenses 1.9-11). “É o poder que suporta o insuportável” (A Mensagem).

Rev. Pedro Leal Junior