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Mensagem de 26.05.19


Voltando Davi para abençoar a sua casa, Mical, filha de Saul, saiu a encontrar-se com ele e lhe disse: Que bela figura fez o rei de Israel, descobrindo-se, hoje, aos olhos das servas de seus servos, como, sem pejo, se descobre um vadio qualquer! (2 Samuel 6.20).


É por meio da palavra que expressamos a nossa vontade. Nossas palavras têm peso. Nossa palavra atua no mundo espiritual, ligando ou desligando (Mateus 18.18-19).

A nossa comunicação é o oxigênio do relacionamento. Podemos gerar vida ou matar um relacionamento, dependendo da maneira como nos comunicamos. “Nossa língua pode ser medicina que cura ou espada que fere; pode ser tônico de vida ou veneno que mata” (Hernandes Dias Lopes).

Tiago diz que devemos ser pessoas prontas para ouvir, tardias para falar e tardias para nos irar (Tiago 1.19). Devemos ouvir mais e falar menos. Ou seja, devemos ouvir e perdoar em vez de contaminar o nosso coração e explodir com expressões que irão causar danos irreparáveis no próximo. Porque a boca fala do que está cheio o coração (Mateus 12.34).

Quando expressamos qualquer palavra maldita, em relação a alguém, a nós mesmos, em relação a uma instituição, profissão, seja o que for, a nossa palavra tem poder, mas negativamente. O bem ou o mal que desejamos torna-se realidade por meio das nossas palavras.

No texto de 2 Samuel 6.16, Mical, como esposa enciumada, desprezou Davi em seu coração e, com certeza, esse sentimento a levou a maldizer seu esposo, o que trouxe consequências para a sua vida, conforme o versículo 23: Mical, filha de Saul, não teve filhos, até ao dia da sua morte.

Devemos ter cuidado com palavras negativas, como pragas ou palavrões. Também temos que ter o cuidado de não lançar palavras malditas sobre nós mesmos.

Tiago diz que o homem, com sua capacidade, tem domado os animais voláteis, terrestres e aquáticos. Porém a língua ele não consegue domar. Às vezes, da mesma boca saem louvores a Deus e palavras imorais (ou malditas); da mesma fonte saem água doce e amarga? (Tiago 3.7-11).

Quando louvamos o Senhor, nossa palavra expressa o nosso desejo de servir a Deus. Quando proferimos uma bênção, a nossa palavra mostra o nosso desejo de que a vontade de Deus se cumpra na vida da pessoa, porque toda bênção é da vontade de Deus. Toda boa dádiva, todo dom perfeito provêm de Deus, ou seja, toda bênção provém de Deus.

Jesus é o nosso modelo. Ele sempre tinha uma palavra amorosa para semear, procurando sempre apontar o reino de Deus. Por isso a nossa fala precisa estar debaixo do controle do Espírito Santo. Nossa comunicação precisa ser santa, pura e motivada pelo amor. Nosso relacionamento no lar, no trabalho, na escola e na igreja pode ser melhor se usarmos nossa língua para a glória de Deus e para a edificação mútua.

Cilas Faria

Igreja IPI