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Mensagem de 08.03.15

Porém Rute respondeu: — Não me proíba de ir com a senhora, nem me peça para abandoná-la! Onde a senhora for, eu irei; e onde morar, eu também morarei. O seu povo será o meu povo, e o seu Deus será o meu Deus. Onde a senhora morrer, eu morrerei também e ali serei sepultada. Que o Senhor me castigue se qualquer coisa, a não ser a morte, me separar da senhora! (Rute 1.16-17 - NTLH).

 

Existem momentos na estrada da vida que ficamos sem chão. Somente com pontes conseguiremos continuar a caminhada. O livro de Rute conta-nos a linda história de duas mulheres que aprenderam a construir pontes, uma para a outra, nos momentos que ficaram sem chão. Foram envolvidas por profundos laços de amor, tornando-se verdadeiras amigas na caminhada.

Construíram pontes para a fé. Segundo Noemi, naqueles dias de fome, as colheitas que seu povo estava tendo vinham do favor do Senhor (1.6). Isso era confiança absoluta, pois atribuiu a Deus a bênção e não o culpou das fatalidades. A fé de Noemi era tão forte que, mesmo mandando Rute voltar para seu povo e seus deuses, ouviu a seguinte resposta: o seu Deus será o meu Deus. Não há ponte mais importante que esta.

Construíram pontes para ânimo. Com a morte dos dois filhos e do marido, Noemi tinha perdido o chão para caminhar. A sensibilidade e lealdade de sua nora foram determinantes para a decisão de não abandoná-la. Isso fortaleceu o coração de Noemi, trazendo consolo e ânimo para continuar a jornada de volta ao seu povo.

Construíram pontes para sustento. Logo que chegaram em Belém, Rute não hesitou em sair ao trabalho para trazer sustento para as duas (2.2-3). Ela dedicou-se fielmente, poupando sua sogra que estava frágil emocionalmente. Seu testemunho precedeu sua chegada ao campo. O dono do campo, Boaz, impactado com sua fidelidade a Noemi, foi generoso. Ela levou muito mais para casa do que esperavam.

Construíram pontes para casamento. Noemi foi bastante perspicaz quando viu que sua nora trouxe tanto mantimento. Ao perceber a generosidade de Boaz, desconfiou das intenções daquele homem. Ali havia indícios de um novo tempo para sua amada nora. Assim, seguindo fielmente as instruções da sogra segundo a lei, Rute casou-se com Boaz.

Construíram pontes para alegria. Como fruto desse amor, nasceu um filho. Rute, tão generosa com aquela que sempre lhe foi amorosa, envolveu sua sogra na grande alegria recebida. As mulheres da vizinhança chegaram até a declarar: Louvado seja o Senhor, que lhe deu hoje um neto para cuidar de você! Que este menino venha a ser famoso em Israel! Que ele seja um consolo para o seu coração e lhe dê segurança na velhice! A sua nora, a mãe do menino, a ama; e ela vale para você mais do que sete filhos. Nasceu um filho para Noemi! (Rute 4.14-15, 17).

Muitas mulheres da Bíblia construíram lindas pontes de amor. Só para citar algumas outras: a serva anônima construiu pontes para cura e salvação do seu senhor o general Naamã (2 Rs 5.1-3); Ester construiu pontes para o livramento da morte de todo o povo (Et 7.2-3); Maria construiu pontes para evitar a vergonha da falta de vinho no casamento (Jo 2.3); Dorcas construiu pontes de ajuda aos pobres (At 9.36).

Não há nada que possa nos enfraquecer mais do que estarmos sozinhos. Assim como nestas lindas histórias de mulheres de fé, o Senhor nos quer construindo diferentes pontes uns aos outros. Vamos caminhar nesta direção do Espírito Santo de Deus

Dia Internacional da Mulher/2.015

Rev. Rodolfo Garcia Montosa