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Mensagem de 22.03.15
 

Vós bem sabeis que é proibido a um judeu ajuntar-se ou mesmo aproximar-se a alguém de outra raça; mas Deus me demonstrou que a nenhum homem considerasse comum ou imundo ... Reconheço, por verdade, que Deus não faz acepção de pessoas; pelo contrário, em qualquer nação, aquele que o teme e faz o que é justo lhe é aceitável (Atos 10.28, 34-35).

Na cidade de Cesareia havia um comandante de um batalhão romano chamado Cornélio. Certo dia apareceu-lhe um anjo de Deus dizendo que suas orações e sua generosidade aos pobres haviam subido para memória dele diante de Deus. O anjo deu instruções para buscar um homem chamado Pedro, em Jope. Assim ele fez e ficou aguardando com grande expectativa.

No dia seguinte, na casa de Simão, curtidor, à beira-mar, na cidade de Jope, enquanto Pedro, hospedado ali muitos dias (Atos 9.43), aguardava o almoço sendo preparado, subiu ao telhado para orar. Ali mesmo, Pedro teve uma visão do céu aberto e um grande lençol amarrado pelas quatro pontas, que descia até o chão, contendo todos os tipos de animais considerados impuros. Uma voz mandou que comesse. Pedro rejeitou. O Espírito Santo flagrou as raízes do preconceito que haviam sido criadas pela religiosidade de Pedro. Em nome do zelo da própria fé, Pedro tinha preconceitos tão fortemente enraizados em sua mente, que jamais se aproximaria de gentios, ainda mais para ter comunhão. Seu zelo o tinha distanciado do plano de Deus de salvar aqueles que não eram judeus.

A voz insistiu, por três vezes, dizendo que Deus tinha purificado. Três vezes parece ser um número conhecido por Pedro: três vezes havia negado (Mt 26.34, 75), três vezes havia sido questionado sobre o amor (Jo 21.17). Pedro estava em mais uma profunda luta, desta vez a luta interior contra o preconceito. Ainda perplexo com o impacto da visão, imediatamente três homens de Cornélio chegaram. Sem pestanejar, orientado pelo Espírito, Pedro seguiu cerca de 70 km para Cesareia. Ao conhecer Cornélio, foi impactado com o relato de sua experiência sobrenatural. O Espírito Santo testificou em seu coração que Deus não faz acepção de pessoas. Todas as barreiras e resistências caíram por terra e o coração de Pedro voltou-se àquele povo amado por Deus. Passou a pregar a palavra de salvação.

Em seguida, não somente aceitaram a Jesus em seu coração, como o dom do Espírito Santo foi derramado sobre eles. Pedro e outros cristãos judeus ficaram impactados, pois os ouviam falando em outras línguas e engrandecendo a Deus. Todos foram batizados em nome de Jesus Cristo. Após alguns dias ministrando àquela grande família, Pedro subiu a Jerusalém e foi questionado por ter pregado aos não judeus. Ele relatou tudo o que tinha acontecido, os efeitos poderosos dos preconceitos eliminados, e todos os cristãos judeus glorificaram a Deus, pois aos gentios havia sido concedido o arrependimento para a vida eterna.

A exclusão humana foi substituída pela inclusão divina. Os muros levantados pelos preconceitos da religiosidade foram quebrados pela ação do Espírito. Assim também ele quer fazer em nossa vida, quebrando todo tipo de preconceito que criamos, derrubando as discriminações que construímos nas mentes, destruindo nossa intolerância ao que é diferente, convertendo nosso coração aos que não são da comunidade da fé.

Definitivamente, Deus não olha para a aparência exterior da pessoa, sua cor de pele, riqueza, posição social, nacionalidade, etnia, idade, religião, sexo, intelectualidade ou tantas outras possíveis fontes de acepção de pessoas (Rm 2.11; Ef 6.9; Cl 3.25; Tg 2.1, 9; 1 Pe 1.17) . Vamos nós, também, nos submeter à ação do Espírito Santo nos “telhados” da vida, arrancando todo tipo de preconceitos para manifestar seu poder em nosso meio.

Rev. Rodolfo Garcia Montosa