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Mensagem de 15.03.15

Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo (Romanos 14.17).

            É claro que comer e beber compõem necessidades básicas do ser humano, mas a discussão ao redor desse tema está longe de ser prioridade. Pode-se até ter dinheiro, alcançar elevados níveis de intelectualidade, popularidade e poder, mas nada disso deve ser objetivo prioritário na vida. Qual o problema então? Quando buscamos o secundário em detrimento do essencial. Qual a solução? Estabelecer com firmeza os fundamentos do reino de Deus e viver esses valores acima de qualquer outro. Assim como Jesus já havia ensinado que o reino de Deus deveria ser buscado em primeiro lugar e as demais coisas seriam acrescentadas (Mt 6.33), o apóstolo Paulo insiste que é necessário discernir o essencial do complementar, prioritário do secundário, indispensável do prescindível. É necessário viver os valores do reino de Deus.

            A justiça do reino de Deus diz respeito à retidão, integridade, pureza, perante Deus e as pessoas. Em outras palavras, o apóstolo Paulo disse: A nossa vontade é fazer aquilo que tanto o Senhor como as pessoas acham certo (2 Co 8.21- NTLH). Perante Deus, só alcançamos justiça plena através de Jesus Cristo: Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus (2 Co 5.21). Perante as pessoas, só conseguiremos ser completamente justos quando as tratarmos exatamente como Jesus as trataria. E o padrão de Jesus é o mais elevado. Ele cumpriu integralmente o preceito, a saber: Amarás o teu próximo como a ti mesmo (Gl 5.14; Mc 12.31).

            A paz do reino de Deus é a consequência natural da justiça. O salmista poetizou que a paz e a justiça se beijam (Sl 85.10). O profeta ensinou que o efeito da justiça será paz, e o fruto da justiça, repouso e segurança, para sempre (Is 32.17). A paz do reino é verdadeira e não superficial (Jr 6.13-14), perene como Cristo a tem (Jo 14.27). Ela excede todo o entendimento (Fp 4.7), pode ser buscada em oração (Sl 122.6), profetizada e desejada (Lc 10.5). É paz exterior com Deus (Rm 5.1) e com as outras pessoas (Rm 12.18; Hb 12.14a) e interior, ou seja consigo mesmo. Está disponível somente através de Cristo (Jo 16.33; Cl 3.15), como fruto do Espírito Santo (Gálatas 5.22). No reino, vivemos a paz e nos tornamos pacificadores (Mt 5.9).

            A alegria do reino é a consequência natural da paz. Quem está em paz, está em alegria. Buscar alegria faz parte da natureza humana. Nosso coração inclina-se nessa busca, pois Deus nos fez assim. A alegria do reino nos traz de volta ao propósito de glorificar a Deus, ao mesmo tempo que o ato de glorificar a Deus produz em nós imensa alegria. A Bíblia incentiva que nos alegremos sempre no Senhor (Fp 4.4), pois na presença do Senhor há plenitude de alegria (Sl 16.11) e a alegria no Senhor é a nossa força (Neemias 8.10), fruto do Espírito (At 13.52; Gl 5.22), mesmo diante de provações (Tg 1.2).

            Não há alegria sem paz, nem paz sem justiça, e todos somente através do Espírito Santo, como diz o texto. A justiça, paz e a alegria são interdependentes e coexistentes no reino de Deus. Não há um sem o outro. Vamos, pois, viver o reino de Deus em sua essência e natureza plena, promovendo a justiça, vivendo em paz e desfrutando da alegria no Espírito Santo.

Rev. Rodolfo Garcia Montosa