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Como o vaso que o oleiro fazia de barro se lhe estragou na mão, tornou a fazer dele outro vaso, segundo bem lhe pareceu. Não poderei eu fazer de vós como fez este oleiro, ó casa de Israel? — diz o Senhor; eis que, como o barro na mão do oleiro, assim sois vós na minha mão, ó casa de Israel (Jeremias 18.4, 6).

Quantas vezes lamentamos aquele vaso de estimação que quebrou. Quanta dor de cabeça, o carro com uma peça quebrada. Quanta dor, quebrei, fraturei o pé, ou o braço. Seria bom a gente ouvir um médico especialista em fraturas nos informando sobre os danos, as consequências das fraturas.

O profeta Jeremias foi, a mandado de Deus, até a casa do oleiro. Deixemos que ele mesmo nos conte como foi: Palavra do Senhor que veio a Jeremias, dizendo: Dispõe-te, e desce à casa do oleiro, e lá ouvirás as minhas palavras. Desci à casa do oleiro, e eis que ele estava entregue à sua obra sobre as rodas. Como o vaso que o oleiro fazia de barro se lhe estragou na mão, tornou a fazer dele outro vaso, segundo bem lhe pareceu.  Então, veio a mim a palavra do Senhor: Não poderei eu fazer de vós como fez este oleiro, ó casa de Israel? — diz o Senhor; eis que, como o barro na mão do oleiro, assim sois vós na minha mão, ó casa de Israel (Jeremias 18.1-6).

Toda a passagem bíblica está falando da nação de Israel, ela é o vaso quebrado, Deus é o oleiro. Em várias passagens da Bíblia, Deus se apresenta como o oleiro. Em Isaías lemos: Mas agora, ó Senhor, tu és nosso Pai, nós somos o barro, e tu, o nosso oleiro; e todos nós, obra das tuas mãos (Isaías 64.8). Sendo Deus o oleiro, ele faz com o barro o que quer.

Tiremos do texto bíblico algumas lições:

O barro precisa estar nas mãos do oleiro. Nós precisamos ficar nas mãos de Deus. Em momentos de apuros o rei Davi optou por ficar nas mãos de Deus: Então, disse Davi a Deus: Muito pequei em fazer tal coisa; porém, agora, peço-te que perdoes a iniquidade de teu servo, porque procedi mui loucamente. Então, disse Davi a Gade: Estou em grande angústia; caia eu, pois, nas mãos do Senhor, porque são muitíssimas as suas misericórdias, mas nas mãos dos homens não caia eu (1 Crônicas 21.8, 13). Nós somos esse vaso quebrado que precisa estar nas mãos do oleiro.

O oleiro não descartou o vaso estragado. Como o vaso que o oleiro fazia de barro se lhe estragou na mão, tornou a fazer dele outro vaso, segundo bem lhe pareceu. Na sociedade dos descartáveis, Deus não despreza aquilo que, aos olhos das pessoas, perdeu o valor. Agora, meus irmãos, lembrem do que vocês eram quando Deus os chamou. Do ponto de vista humano poucos de vocês eram sábios ou poderosos ou de famílias importantes. Deus escolheu aquilo que o mundo despreza, acha humilde e diz que não tem valor. Isso quer dizer que ninguém pode ficar orgulhoso, pois sabe que está sendo visto por Deus (1 Coríntios 1.26-29 - NTLH).

A graça de Deus transforma o inútil em útil. Que linda a história de Onésimo. Lemos sobre ela na carta que o apóstolo Paulo escreveu a Filemon, de quem Onésimo era escravo: Sim, solicito-te em favor de meu filho Onésimo, que gerei entre algemas. Ele, antes, te foi inútil; atualmente, porém, é útil, a ti e a mim. Eu to envio de volta em pessoa, quero dizer, o meu próprio coração. Eu queria conservá-lo comigo mesmo para, em teu lugar, me servir nas algemas que carrego por causa do evangelho; nada, porém, quis fazer sem o teu consentimento, para que a tua bondade não venha a ser como que por obrigação, mas de livre vontade. Pois acredito que ele veio a ser afastado de ti temporariamente, a fim de que o recebas para sempre, não como escravo; antes, muito acima de escravo, como irmão caríssimo, especialmente de mim e, com maior razão, de ti, quer na carne, quer no Senhor. Se, portanto, me consideras companheiro, recebe-o, como se fosse a mim mesmo. E, se algum dano te fez ou se te deve alguma coisa, lança tudo em minha conta (Filemon 1.10-18).

Ele faz. Ele é o oleiro especialista em vasos quebrados. Fique nas mãos dele.

Rev. Messias Anacleto Rosa