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Mensagem de 10.07.16

Naquele dia, sendo já tarde, disse-lhes Jesus: Passemos para a outra margem. E eles, despedindo a multidão, o levaram assim como estava, no barco; e outros barcos o seguiam. Ora, levantou-se grande temporal de vento, e as ondas se arremessavam contra o barco, de modo que o mesmo já estava a encher-se de água. E Jesus estava na popa, dormindo sobre o travesseiro; eles o despertaram e lhe disseram: Mestre, não te importa que pereçamos? E ele, despertando, repreendeu o vento e disse ao mar: Acalma-te, emudece! O vento se aquietou, e fez-se grande bonança. Então, lhes disse: Por que sois assim tímidos?! Como é que não tendes fé? E eles, possuídos de grande temor, diziam uns aos outros: Quem é este que até o vento e o mar lhe obedecem? (Marcos 4.35-41).


Este é um velho e conhecido episódio que continua ensinando verdades importantes para a realidade da vida, pois as tempestades continuam acontecendo e ameaçando levar nosso barco a pique. A narrativa mostra algumas atitudes necessárias nessas circunstâncias adversas.

É necessário lembrar que Cristo está no barco. Eles não estavam sozinhos. Jesus não os tinha abandonado, mas estava ali bem pertinho. Não à toa um dos nomes pelo qual foi chamado era Emanuel, que significa Deus conosco (Isaías 7.14; Mateus 1.23). Jamais os deixarei órfãos (João 14.18), declarou Jesus. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século (Mateus 28.20), prometeu o Senhor. O Senhor continua cumprindo suas promessas através de seu Espírito Santo que habita em nós. Precisamos lembrar que o Senhor não é distante ou indiferente, mas está presente em todo tempo.

É necessário descansar como o Senhor. Jesus estava presente, mas nem um pouco preocupado. Ao contrário, seu comportamento é surpreendente: dormia sobre um travesseiro. Nada roubava a sua paz. A fonte de sua autoridade sobre a tempestade lá fora era que não havia tempestade em seu interior. A tempestade de fora submeteu-se à paz do coração. Sua serenidade interior era fundamentada no grande amor do Pai por ele e na plena confiança de que todas as circunstâncias estão debaixo de sua soberania. Não havia medo, pois o perfeito amor lança fora todo medo (1 João 4.18). Não havia ansiedade, pois fazia conhecida perante Deus todas as suas petições (Filipenses 4.6). Precisamos aprender a descansar confiadamente em Deus em todo tempo.

É necessário discernir como orar. Curioso notar que, tecnicamente, os discípulos oraram, pois, afinal, foram falar com Jesus, que é Deus, para pedir que os socorresse. Apesar de o Senhor responder a oração, repreendeu a falta de fé. Ora, eles não teriam expressado fé quando pediram a Jesus? Aqui está algo para discernir: existem coisas que o Senhor faz por nós, mas outras que ele quer fazer por meio de nós. Além disso, o texto deixa claro que Jesus repreendeu o vento. Ora, nos evangelhos, Jesus repreende o inimigo. Aqui está outra coisa para discernir: existem situações que são naturais, outras são batalhas espirituais. Precisamos discernir com clareza como orar em todo tempo.

Essa linda história nos ensina como enfrentar as tempestades. Não precisamos ficar intimidados pelas circunstâncias. Para isso é simples: basta agir como Jesus agiu. A boa notícia é que todo aquele que está em Cristo, tem sua mente e coração. Vamos, pois, viver a abundante vida conquistada e ensinada pelo Senhor.

Rev. Rodolfo Garcia Montosa