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Ele não está aqui; ressuscitou... Mateus 28.5-6

O túmulo vazio é a comprovação da verdade. O fato de Jesus não se encontrar sepultado validou toda palavra proferida pelos profetas (Oseias 6.2), mas, principalmente, pelas palavras que saíram da sua boca (Marcos 8.31; 9.31; 10.34).

A maneira sobrenatural, por meio do anjo removendo a pedra que blindava a entrada do túmulo, é o selo de qualidade que comprova que a ressurreição de Jesus não é uma farsa. O aspecto do anjo, como um relâmpago, e veste alva como a neve, revelaram a pureza da verdade tão profetizada que o Cristo haveria de ressuscitar, e até os dias de hoje podemos ouvir a verdade que mudou a trajetória da humanidade: Ele não está aqui, ressuscitou; como havia dito (Mateus 28.6).

Essa verdade ganhou as ruas, épocas, séculos e, de geração em geração, ela é revelada pelos seus discípulos (Mateus 28.7), pois somente eles podem atestar que, de fato, ele vive. Em Cristo percorremos toda essa trajetória vitoriosa, que se tornou uma verdade absoluta em nossa vida, logo, muitos anos depois, atestamos que o túmulo está vazio, porque de lá todos saímos com Cristo, povos de todas as raças, tribos, línguas e nações.

Então quando celebramos a Páscoa vamos além de uma comemoração religiosa, pois fazemos parte da história original, onde vibramos com a vitória sobre a morte. Rememorar esse fato é manter a chama acesa, é reter no coração essa verdade, é não ser confundido com a mentira.

Mentira foi a última tentativa do nosso inimigo, que diante da derrota tentou ainda a cartada final, assim como ele fez no Éden, onde enganou Adão e Eva por meio da serpente. Agora ele usou homens que, subornados por autoridades, enganaram as pessoas para tentarem estabelecer a mentira (Mateus 28.13).

Agostinho propõe o seguinte: Se os soldados que guardavam o túmulo estavam acordados, por que deixaram alguém roubar o corpo de Jesus? E se estavam dormindo, como poderiam declarar que foram os discípulos que furtaram o corpo de Jesus? Em ambas as circunstâncias seriam condenados à morte, se não fosse o interesse dos líderes, em encobrir o fato da intervenção divina.

Os soldados, recebendo o dinheiro, fizeram como estavam instruídos. Esta versão divulgou-se entre os judeus até o dia de hoje (Mateus 28.15). Muitos ainda acreditam na mentira, para esses a verdade do evangelho permanece encoberta.

Porém, a luz resplandece nas trevas, e as trevas não prevalecem contra ela (João 1.5). Nós somos esses luzeiros como testemunhas vivas da vitória que nos habilitou a sermos discípulos de Cristo e, como tal, devemos celebrar com júbilo a ressurreição de Jesus. Essa é a nossa história vitoriosa. Como missão devemos, cada vez mais, difundir a verdade, afinal, voltamos à vida. Feliz Páscoa!

Rev. Marcelo Galhardo