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Mensagem de 02.07.17


Eis que envio sobre vós a promessa de meu Pai; permanecei, pois, na cidade, até que do alto sejais revestidos de poder (Lucas 24.49).


Com estas palavras “mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo” (At 1.8a), um pouco antes de subir ao céu, Jesus revelou que sua igreja nasce voltada para cima, dependendo do que vem do alto, batizada, abençoada e ungida com a descida do Espírito Santo. De fato, nossa existência como igreja passa necessariamente pela intimidade com o Espírito Santo.

O Espírito Santo é Deus. Ele é um com o Pai e o Filho, iguais em poder e glória (2 Co 13.13; Lc 3.21-22). Por isso ele tem todos os atributos divinos: é eterno (Hb 9.14), onipresente (Sl 139.7-10) e onisciente (1 Co 2.10-11). Teve sua participação ativa na Criação do Universo (Gn 1.2), na iluminação de tudo o que foi falado pelos profetas (1 Pe 1.10-12) e em toda a obra de regeneração daquele que está em Cristo (Tt 3.5-6; Jo 3.1-7).

Ele é uma pessoa que tem vontade própria (At 13.2; 16.6-7; 1 Co 12.11), toda sabedoria e conhecimento (Is 11.2; 1 Co 2.11), alegria (At 2. 13) e muito amor (Rm 15.30).  Apresentou-se de diversas formas: como Vento (Jo 3.8; Atos 2.2), mostrando seu grande poder invisível; como Água (Jo 4.13-14; 7.37-39) revelou-se como a bênção transbordante de Deus vivificando o crente; como Pomba (Lc 3.22) manifestou sua mansidão; como Selo (Ef 1.13-14; 4.30) simbolizou a garantia de nossa salvação; como Óleo (Hb 1.9; 1 Jo 2.20) mostrou como nos reveste para nos consagrar para o serviço de Deus.

Ele vive nos crentes (Jo 14.17), ensina e faz lembrar de todas as coisas como ninguém (Jo 14.26), fala ao nosso coração (At 8.29), intercede por nós (Rm 8.26), e testifica de Cristo (Jo 15.26). Sua presença em nosso interior produz grande transformação em nosso caráter (Gl 5.22-23; Cl 3.12), convencendo nosso coração (Jo 16.8), ensinando toda a verdade (Jo 14.26) e nos guiando em todo tempo (Jo 16.13).

Ele se manifesta também por intermédio de seus dons que são distribuídos conforme sua vontade (1 Co 12.11, 18), e servem para a edificação da igreja e serviço uns aos outros (1 Co 12.7; 1 Pe 4.10). As listas de dons (Rm 12.6-8; 1 Co 12.4-10; Ef 4.7-12; 1 Pe 4.10-11) não são exaustivas, mas indicativas. Os dons precisam ser discernidos pela Palavra e pela comunidade (1 Ts 5.20-21; At 17.11), pois podem aparecer falsários que tentam enganar o povo de Deus (Mt 7.22; 24.24; Mc 13.22; 2 Pe 2.1). Sempre que aplicados sob sua orientação não afetarão a ordem e decência (1 Co 14.26-33, 40), pois estão sempre sujeitos aos seus detentores (1 Co 14.32).

Não devemos mentir para ele (At 5.3), nem o tentar (At 5.9), nem o resistir (At 7.51), nem o entristecer (Ef 4.30), nem o apagar (1 Ts 5.19), nem, muito menos, o ultrajar (Hb 10.29). Ao contrário, devemos buscá-lo de todo coração (Ef 5.18), orando, ouvindo, adorando e amando a pessoa maravilhosa do Espírito Santo que o Pai dá liberalmente (Lc 11.13). Como a igreja em seus primeiros dias esperou até que do alto fosse revestida pelo Espírito Santo, assim também devemos hoje ser igreja voltada para cima.

Rev. Rodolfo Garcia Montosa