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Mensagem de 16.09.18


O amor não arde em ciúmes... (1 Coríntios 13.4).
 

O ciúme envolve, no mínimo, três pessoas. Em geral, nasce quando uma determinada pessoa (sujeito ativo do ciúme) desenvolve um sentimento de medo de perda do relacionamento exclusivo e privativo de outra pessoa (sujeito de quem se sente ciúme) para uma terceira pessoa (sujeito motivo do ciúme). Quando, por exemplo, duas amigas íntimas na escola são surpreendidas com a chegada de uma terceira menina que passa a desenvolver amizade com uma delas. Pronto: está estabelecido o ambiente propício ao desenvolvimento do ciúme.

O ciúme está relacionado com a falta de confiança no outro e/ou em si próprio. Também pode ser consequência de baixa autoestima. Sua intensidade pode ser baixa – na linguagem popular, uma simples “dor de cotovelo” – ou, quando exagerada, pode tornar-se patológico e transformar-se em uma obsessão.

Costuma surgir entre cônjuges, irmãos, amigos ou colegas de trabalho e liga-se a diferentes tipos de emoções, pensamentos, reações físicas e comportamentos. No campo das emoções, o ciúme pode vir acompanhado de inveja e cobiça, que é o desejo de possuir o que outro tem, geralmente acompanhado de ódio pelo possuidor. O ciúme é uma praga que não anda sozinha, mas vem acompanhada também de raiva, tristeza, insegurança e medo. Pode produzir pensamentos de ressentimento, culpa, comparação com o rival, preocupação com a imagem, autocomiseração. As reações físicas podem incluir taquicardia, falta de ar, excesso de salivação ou boca seca, sudorese, aperto no peito, dores físicas. Os comportamentos consequentes podem ser de busca obsessiva e frenética de confirmações, além de ações agressivas, até mesmo violentas.

A boa notícia é que existe um antídoto para o veneno do ciúme: o amor. Na bela poesia do amor, Paulo escreveu: o amor não arde em ciúmes (1 Coríntios 13.4). Isso significa dizer que o ciúme arde em desamor. A afirmação do apóstolo também nos leva à conclusão de que o ambiente de amor anula o ciúme. Ou seja, a atmosfera do amor possui elementos que fazem com que o ciúme seja anulado.

Salomão também coloca em oposição o amor ao ciúme quando declara que o amor é tão forte quanto a morte e o ciúme é tão inflexível quanto a sepultura (Cântico 8.6 – NVI). Contudo, prevalece o amor, pois as muitas águas não poderiam apagar esse amor nem os rios afogá-lo (Cantares 8.7 – ARC).

O apóstolo Paulo compreendeu que o ciúme é coisa que a natureza humana produz (Gálatas 5.19 – NTLH). Já o amor é fruto do que o Espírito de Deus produz (Gálatas 5.22 - NTLH). Portanto, somente conseguirá anular o ciúme aquele que percebe o amor que vem do Espírito de Deus.

Quando se tem ciúme, tem-se enfermidade na alma que poderá ser expressa em algum tipo de patologia no corpo. Por outro lado, amor é saúde! Vamos, pois, receber e viver no amor que vem de Deus!

Rev. Rodolfo Garcia Montosa