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Mensagem de 26.08.18
 

Pai, a minha vontade é que onde eu estou, estejam também comigo os que me deste, para que vejam a minha glória que me conferiste, porque me amaste antes da fundação do mundo (João 17.24).


A oração sacerdotal pode ser dividida em três grandes blocos. Nos versículos 1 a 5 Jesus ora por sua própria glorificação. Nos versículos 6 a 19, ele ora em favor dos discípulos. E nos versículos 20 a 26 roga ao Pai por aqueles que ainda viriam a crer, pedindo que fossem unificados e, um dia, reunidos a ele. O Mestre orou em favor dos discípulos dos discípulos de todos os tempos e lugares. Jesus orou por nós. Aleluia!

Ao dizer Pai, é chegada a hora no início da oração, Jesus está totalmente consciente de sua missão, mas, também, do sofrimento que estaria por vir. Dirige-se ao Pai fazendo um primeiro pedido: glorifica a teu Filho, para que o Filho te glorifique a ti (João 17.1).

Revelação é a d. Jesus pede que a sua glória seja revelada, pois sabe que somente o Pai é o iniciador de sua própria revelação. No Antigo Testamento

Assim, Jesus revela a nós sua companhia. Pai, a minha vontade é que onde eu estou, estejam também comigo. Jesus nos quer perto, onde ele está, em intimidade com ele, por isso, antes de se despedir e orar apresentou a missão do Consolador, que seria sua própria presença em nós, uma companhia por toda a eternidade (João 16.7). Por isso mesmo nos prometeu: eis que estou convosco todos os dias (Mateus 28.18).

Jesus revela que somos sua propriedade, estejam também comigo os que me deste. O Filho reivindica ao Pai aqueles a quem revelou o amor e que estava prestes a remir por meio do seu sangue. Fomos comprados por um alto preço, somos propriedade exclusiva de Deus (1 Coríntios 6.20, 1 Pedro 2.9).

Jesus revela a sua glória. E o Verbo se fez carne... e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai (João 1.14). Começou e terminou sua oração clamando ao Pai, glorifica a teu Filho para que vejam a glória que me deste e conheçam o teu amor desde a criação.

Assim, ao finalizar essa oração, rogando em alta voz, nos ensina que a revelação da sua glória é o seu próprio amor, a fim de que o amor com que me amaste esteja neles, e eu neles esteja (João 17.26). Glória que revela seu amor. Amor que revela sua glória.

Deus em Cristo é o próprio amor, o autor e o conteúdo da revelação. Ao enviar Jesus ao mundo nos tornou destinatários dessa revelação, para outorgar a nós, a igreja, o grande privilégio de revelarmos sua imagem e missão. Jesus está em nós, somos dele e sua glória se manifesta em nós para que o mundo conheça seu amor e os segredos do coração do Pai.

Rev. Daniel Zemuner Barbosa