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Mensagem de 19.08.18


A fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste (João 17.21).


Essa oração foi feita por Jesus há mais de dois mil anos. Vou arriscar imaginar como essa oração está sendo tratada entre o Pai e o Filho ainda hoje, em pleno século 21. Imagino Jesus perguntando ao Pai:

Sobre a união entre nós e Deus. “O Senhor se lembra daquele pedido que lhe fiz para que eles fossem um com o Senhor como nós somos um?” É claro que Deus não se esqueceu do pedido, mas imagino o seguinte diálogo: “Meu Filho, esse é nosso anseio, mas muitas pessoas ainda possuem no coração muitas coisas que as impedem que sejam inteiramente umas conosco. Desejamos uma entrega completa de toda alma, de todo o coração e de toda força. O mundo e os prazeres que nelas existem ainda sufocam as sementes lançadas em muitos corações e as fazem ficar divididas. Mas, meu Filho, estamos gerando um desejo e iniciativa para que elas possam diminuir, para que possamos crescer (João 3.30); por meio do Espírito, estamos gerando corações quebrantados e contritos (Salmos 51.17), em busca de intimidade e uma completa união (Salmos 25.14)”.

Sobre a união entre nós e nossos irmãos. “Pai, e quanto a serem um entre eles?” Bem, imagino que Deus deve pensar um pouco e responder: “Meu Filho, desde o início, essa é a nossa vontade. Acontece que algumas pessoas começaram a buscar os interesses próprios e vaidades pessoais. O que você ensinou sobre o nosso Reino se tornou reino individual. Mas, sabe Filho, assim como no início eles tinham tudo em comum (Atos 2), nestes últimos dias, nosso Espírito será derramado novamente (Joel 2.28) e haverá conversão do coração de uns para os outros (Malaquias 4.6), e eles saberão que há somente um corpo e um Espírito, há um só Senhor, uma só fé, um só batismo; um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, age por meio de todos e está em todos (Efésios 4. 4-6)”.

Sobre a união que gera conversões. Agora a conversa ganha proporções mais sérias: “Pai, e o terceiro pedido: para que o mundo creia?” “Bem, Filho, você sabe que o nosso maior desejo é que nenhuma pessoa só se perca, mas que todos venham a ser salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade (1 Timóteo 2.4). Muitos de nossos filhos e filhas não têm expressado nossa natureza nos relacionamentos diários e as pessoas que ainda não nos conhecem não têm conseguido nos ver por meio deles. Mas, por intermédio do derramar e da ação do nosso Espírito, eles contarão novamente com a simpatia de todo o povo (Atos 2.47). Quando forem um, ali estará nossa bênção (Salmos 133), quando orarem em concordância, ali estará nossa resposta (Mateus 18.18-20), quando fizerem discípulos de todas as nações, com eles estará nossa presença (Mateus 28.18-20).”

Há uma experiência muito gostosa quando alguém chega para nós e nos diz que, de alguma maneira, fomos “resposta de oração” na vida delas. Nessa hora somos convidados para sermos a “resposta da oração feita por Jesus”. Sejamos um com o Pai, um com nossos irmãos e irmãs, e que nossa união seja um testemunho vivo da graça de Deus, para que muitos creiam.

Rev. Pedro Leal Junior