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Mensagem de 07.08.16


Não chores; eis que o Leão da tribo de Judá, a Raiz de Davi, venceu para abrir o livro e os seus sete selos (Apocalipse 5.5).


No centro do universo, Deus está assentado para governar toda a criação. Em sua mão direita, João viu um rolo (livro) contendo os mistérios e enigmas da história. Acontece que o livro estava selado e não havia quem fosse digno para abrir-lhe os selos. João foi tomado de choro, pois sabia que, se o livro permanecesse fechado, o plano de Deus para a redenção não seria executado. Nesse contexto, o ancião consola João: Não chores e declara que há um que é digno de revelar o conteúdo da história: o Leão da tribo de Judá.  Jesus é revelado pelo ancião em sua origem profética, sua vitória messiânica e sua conquista eterna (Ap 5.1-5).

Sua origem profética (eis que o Leão da tribo de Judá, a Raiz de Davi) está relacionada à bênção do patriarca Jacó que, antes de sua morte, proferiu palavras para cada um de seus doze filhos que representavam as doze tribos de Israel. Seu filho Judá, que significa celebrado, foi apontado como a tribo da qual viria o que governaria: Judá, teus irmãos te louvarão; a tua mão estará sobre a cerviz de teus inimigos; os filhos de teu pai se inclinarão a ti. Judá é leãozinho; da presa subiste, filho meu. Encurva-se e deita-se como leão e como leoa; quem o despertará? O cetro não se arredará de Judá, nem o bastão de entre seus pés, até que venha Siló; e a ele obedecerão os povos (Gn 49.8-10). A Raiz de Davi, filho de Jessé, de quem Jesus é descendente por herança de José, faz alusão à profecia messiânica: Do tronco de Jessé sairá um rebento, e das suas raízes, um renovo. Repousará sobre ele o Espírito do Senhor... (Is 11.1-2,4). Até hoje o Leão da Tribo de Judá está no centro da bandeira de Jerusalém, capital de Judá, e no xale de oração dos judeus.

Sua vitória messiânica (venceu) foi completa sobre Satanás e a morte, o inimigo de nossa vida e a sentença que estava sobre nós.  O Leão da tribo de Judá participou da natureza humana para que, por sua morte, destruísse aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo, e livrasse todos que, pelo pavor da morte, estavam sujeitos à escravidão por toda a vida (Hb 2.14-15), despojando os principados e as potestades, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando deles na cruz (Cl 2.15), expulsando demônios, fazendo chegar sobre nós o reino de Deus (Mt 12.28), fazendo Satanás cair do céu como um relâmpago (Lc 10.18), pois chegou o momento de ser julgado este mundo, e agora o seu príncipe será expulso (Jo 12.31). O Leão da tribo de Judá declarou: estive morto, mas eis que estou vivo pelos séculos dos séculos e tenho as chaves da morte e do inferno (Ap 1.18). (Leia também 1 Co 15.3-4; 2 Tm 1.10; 1 Co 15.54-55).

Sua conquista eterna (para abrir o livro e os seus sete selos) foi abrir o rolo e liberar todo o plano de redenção de Deus para a humanidade ao longo de todas as eras, do começo ao fim. O conteúdo do rolo revela o plano de Deus de estabelecer seu reino na terra até que a plenitude de sua glória seja revelada. Somente o Leão da tribo de Judá tem a chave do significado da história humana. Sem sua volta gloriosa a história não vai para lugar nenhum. Sem a pessoa de Jesus Cristo e sua obra de redenção a história é um livro fechado, enigmático, sem propósito.

Não há mais necessidade de choro, nem desespero: o Leão da tribo de Judá venceu para abrir o livro, descortinar a história, liberar completa redenção. A ele, pois, sejam o poder, e riqueza, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e louvor.

Rev. Rodolfo Garcia Montosa