Conteúdo e Mídia

Mensagens

Mensagem de 12.05.19


Então, Pedro, aproximando-se, lhe perguntou: Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe? Até sete vezes? Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete (Mateus 18.21-22).


Praticamente tudo em nossa vida é baseado em relacionamentos com pessoas. Pense: trânsito, mercado, loja, escola, trabalho, igreja, casa e até mesmo as redes sociais. Estamos sempre interagindo com pessoas, não é mesmo?

Como somos pessoas imperfeitas, logo todos os relacionamentos serão imperfeitos. Ou seja, ao nos relacionarmos uns com os outros, invariavelmente, machucaremos ou seremos machucados por pessoas. Esses machucados podem variar num nível leve, moderado ou grave.

Qual a saída para solucionar esse problema? A saída fácil seria não nos relacionar com ninguém, mas isso é impossível. Outra saída, não tão fácil, mas totalmente possível, é ativar o interruptor do perdão. Ligar o perdão em nossos relacionamentos é um remédio poderoso para sarar os machucados. Esse remédio é de graça para nós, mas não foi barato. O preço alto foi pago pela Trindade. Deus enviou o Filho ao mundo. O Filho morreu por nós para que nele tivéssemos o perdão de nossos pecados e assim, quando cremos em Jesus, temos livre acesso a Deus. Não existe nada de que Deus não possa nos perdoar. Podemos nos relacionar livremente com ele!  O Espírito Santo passa a habitar em nós e assim temos livre acesso para perdoar todas as pessoas. O perdão é o padrão do reino de Deus.

Jesus conta a história de um rei que perdoou milhões de um empregado que lhe devia, e esse não perdoou um companheiro de trabalho que lhe devia cem moedas. O resultado foi que o rei, com raiva, mandou o empregado para a cadeia para ser castigado (Mateus 18.23-35). O rei é Deus, e o empregado somos nós. Ele nos perdoou de uma dívida imensa, e nós, muitas vezes, não perdoamos nem umas poucas ninharias dos outros. Não perdoar nos leva à prisão e castigo.

O perdão é um remédio que pode ser tomado tantas vezes quantas forem necessárias. Constatamos isso no diálogo entre Pedro e Jesus, quando Jesus diz não apenas para perdoar sete vezes, mas setenta vezes sete. Apesar de ser de graça para nós, parece às vezes tão amargo para engolir. Mas, depois de ingerido, torna doce o paladar, a vida. Tudo o que precisamos é estar dispostos a engolir o remédio. Não podemos cuspir, vomitar ou apenas fingir tomar. Basta abrir nossa boca e confessar, falar ou mesmo rasgar nosso coração na presença de Deus. O resultado será tremendo. O Espírito Santo trará o poderoso efeito do perdão. Uma sensação de leveza, de frescor, de plenitude, de alegria, de cura se manifestará. Vamos ligar o interruptor do perdão?

Revª Cibele Ribarolli Pereira Montosa