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Mensagem de 04.09.16
 

... Depois de três dias o encontraram no templo, sentado entre os mestres, ouvindo-os e fazendo-lhes perguntas. Todos os que o ouviam ficavam maravilhados com o seu entendimento e com suas respostas ... (Lucas 2.40-52).


Jesus tinha apenas doze anos de idade. Em obediência às Escrituras, seus pais o levaram para adorar a Deus em Jerusalém. Um judeu nessa idade já tinha sido exposto ao pentateuco. Alguns mais dedicados já tinham decorado longos trechos como tarefa preparatória para participar dos cultos públicos e dos jejuns. Mas, certamente, ninguém trouxe tanto impacto como Jesus o ponto de sentar-se entre mestres e doutores com tão pouca idade. Seria como um aluno do fundamental discutindo física com Einstein.

Relacionava-se com graça. Mesmo esquecido por seus pais, ao invés de ficar rodando pela cidade, ou até chorando em algum canto, buscou comunhão verdadeira, conversas agradáveis, até com pessoas muito mais velhas e improváveis de convívio. Jesus tinha inteligência interpessoal.

Ouvia com interesse. Sua capacidade de ouvir e observar era muito aguçada, como depois vai se confirmar em sua vida adulta. Ouvia as palavras ditas, mas também as que ficavam nas entrelinhas. Ouvia com seus ouvidos, mas também percebia com seus olhos refinados os movimentos e micro-movimentos do rosto e mãos de seus interlocutores, sentia o outro de maneira intensa e completa. Jesus tinha inteligência emocional.

Perguntava com sabedoria. O método de perguntas e respostas era comum entre os rabinos e muitos mestres do antigo oriente. Fazia perguntas abertas, perguntas surpreendentes, perguntas desconcertantes, perguntas coerentes com as Escrituras, perguntas transformadoras. Sua capacidade de fazer perguntas o acompanharia em sua vida adulta. Jesus tinha inteligência linguística.

Respondia com entendimento. Jesus não nasceu em pecado, logo seu organismo tinha um funcionamento perfeito. Suas capacidades cerebrais eram plenas de um homem sem pecado. Seu Q.I. era superior. Ninguém conseguia sair-se tão bem em responder perguntas embaraçosas. Jesus tinha inteligência lógica.

Focava com precisão. Seu coração já queimava por fazer a vontade do Pai. Daí ter afirmado com tanta categoria que devia estar na casa do Pai. Seu coração já apontava para sua maior vocação e chamado. Sua comida era fazer a vontade do Pai. Nada o desviaria do foco de cumprir integralmente sua missão. Jesus tinha inteligência de decisão sobre prioridades.

Obedecia com fidelidade. A partir do seu décimo segundo ano seria iniciado à vida de adulto, iniciando suas responsabilidades seguindo os passos do negócio do seu pai, tanto como filho de José, o carpinteiro, quanto como filho do Pai celestial. Daí a expressão de que Jesus era obediente aos seus pais. Jesus tinha inteligência de honra e autoridade.

Crescia em tudo. Isso mostra como Jesus viveu como um homem, não usurpando o ser o próprio Deus. Não nasceu um super-homem, mas desenvolveu-se em tudo. Mesmo aos doze anos já tendo uma estatura que impressionou os mestres rabinos, ainda tinha necessidade de crescer e se desenvolver. Isso mostra que existe um caminho que podemos crescer em tudo na nossa vida, assim como Jesus. Jesus tinha inteligência espiritual, intrapessoal, motora, espacial e tantas outras.

Se Jesus já deixava todos maravilhados com o seu entendimento quando tinha doze anos, quanto mais nos dias de hoje. Seus pensamentos são mais elevados, mais sensíveis e verdadeiros. Sua inteligência nos impressiona e nos beneficia. Ela é completa, profunda, abrangente e transformadora. O que nos falta de inteligência, ele a tem em abundância. Ela pode formatar nossa mente e coração para nos conduzir a uma vida plena e abundante. Vamos nos submeter à maravilhosa mente de Cristo.

Rev. Rodolfo Garcia Montosa