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Mensagem de 17.03.19


Alguém de vocês está doente? Chame os presbíteros da igreja, e estes façam oração sobre ele, ungindo-o com óleo, em nome do Senhor ... Portanto, confessem os seus pecados uns aos outros e orem uns pelos outros, para que vocês sejam curados. Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo (Tiago 5.14-16 - NAA).
 

O Evangelho é essencialmente tecido de relacionamento pessoal, íntimo, verdadeiro, e não virtual, superficial e enganoso. Jesus veio pessoalmente e estabeleceu sua igreja para ser lugar de ouvir e falar, sorrir e chorar, sentir e tocar. Nesse sentido, Tiago escreve a seus leitores que permaneçam em comunidade para serem curados. Podemos observar três princípios espirituais apresentados pelo autor para que nossa igreja seja, assim, esse lugar de cura.

O princípio da autoridade reconhecida é revelado na orientação: Chame os presbíteros da igreja. Essa palavra implica dizer que o enfermo está vinculado na comunidade local, conhece seus líderes (presbíteros) e os reconhece como bênção de Deus sobre sua vida. Não dá para chamar para vir em casa o guru gospel com milhões de seguidores, nem o pregador popular da rádio, tv ou youtube. Só reconhece as autoridades quem vive na comunhão da igreja local.

O princípio da autoridade assumida está estampado na direção: e estes façam oração sobre ele, ungindo-o com óleo, em nome do Senhor. De que adiantaria chamar líderes se estes não assumissem deliberadamente seu papel dado por Deus. A expressão aparece no plural para evitar a concentração no “ungidão”. Deus levanta liderança composta por diversas pessoas e posicionada como pastores e presbíteros, que também delegam a superintendentes, supervisores e líderes para abençoar a igreja local. A unção com óleo é, na Bíblia, símbolo tangível do exercício de autoridade e ponto de contato para o exercício da fé.

O princípio da vulnerabilidade compartilhada pode ser percebido na exortação: confessem os seus pecados uns aos outros. O autor relaciona o ambiente de cura com o ambiente de transparência de coração e abertura das fraquezas e lutas que todos passamos. Observe que não é confissão do enfermo ao presbítero, mas confissão uns aos outros. Somente confessa quem confia. Somente confia quem percebe mutualidade. Somente existe mutualidade quando se ama. No ambiente de amor existe cura.

Lembro-me de um testemunho dado pelo Pr. Messias quando adoeceu enquanto estava na fazenda com D. Avani e meus pais. A situação foi tão intensa que todos ali pensaram que ele iria morrer. Naquela circunstância, o Pr. Messias lembrou-se dessa passagem bíblica. Mostrando sua vulnerabilidade, pediu que meu pai, como presbítero, o ungisse. Meu pai, depois de hesitar um pouco, assumiu seu papel, ungiu e orou. A súplica foi ouvida e houve cura. Louvado seja o Senhor por isso!

A junção da autoridade (reconhecida e assumida) com vulnerabilidade (confissão) cria a atmosfera ideal para a oração eficaz que libera poder para curar e transformar nossa realidade. Transforma por dentro para, então, transformar nosso corpo e fazer da nossa igreja – nos cultos e nas células - esse lugar maravilhoso de cura.

Rev. Rodolfo Garcia Montosa