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Mensagem de 16.02.20

Lucas 12.16-21

Curiosamente, dos 107 versículos do sermão do monte, 28 se referem a dinheiro. Além disso, Jesus se referiu ao dinheiro, ou riqueza, em 13 de 40 parábolas. Levou o assunto a sério! Nesta parábola do rico tolo, Jesus alerta contra o perigo de “desejo ávido de ter mais”, chamado de avareza ou ganância. Jesus estabelece três verdades que precisam ser bem compreendidas em nossa relação com o dinheiro.

Na relação com o dinheiro, precisamos reconhecer que a fonte de toda provisão é Deus: O campo de um homem rico produziu com abundância (v 16). As palavras de Jesus indicam que a riqueza daquele homem está relacionada à bênção da terra (campo) criada por Deus. De fato, é Deus quem fez o campo, criou a semente, governa a chuva, sopra os ventos, pode livrar das pragas e dar inteligência às pessoas para o desenvolvimento da agricultura. Ele é quem dá forças para adquirirmos riquezas, quem é o dono de todo ouro e prata e de quem vem toda boa dádiva e todo dom perfeito. (Leia: Deuteronômio 8.17-18; Ageu 2.8; Tiago 1.17)

Na relação com o dinheiro, precisamos perceber que a fonte de todo desequilíbrio é o amor ao dinheiro: ... E arrazoava consigo mesmo ... (vv 17-20). Apesar de tudo ter vindo de Deus, esse homem rico fica deslumbrado com a riqueza. Seu plano de acumular em local visível é como construir um altar para sua própria adoração. No original grego, as palavras “eu, meu e/ou minha” aparecem doze vezes no texto. É um retrato da avareza daquele que guarda compulsivamente, mas também poderia ser daquele que gasta, compulsivamente, para si somente. Não consegue olhar para Deus, nem para o próximo. Aliás, nem é necessário ter dinheiro para amá-lo. Basta desejá-lo loucamente e cobiçá-lo de outros. (Leia: 1 Timóteo 6.9-10; Mateus 6.24)

Na relação com o dinheiro, precisamos aprender que a fonte do equilíbrio é ser rico para com Deus: ...Assim é o que entesoura para si mesmo e não é rico para com Deus (v 21). Ser rico para com Deus é ser rico aos olhos de Deus, rico diante de Deus. Isso acontece quando envolvemos nosso tempo, energia e recursos naquilo que é valioso e importante aos olhos de Deus. É gozar das riquezas segundo o coração de Deus: equilibrando o usufruto para si com o compartilhamento com o outro; tanto gastando para o agora, quanto poupando para o futuro; jamais colocando a esperança nas riquezas, mas no Senhor das riquezas! (Leia: 1 Timóteo 6.17-19)

Martin Lindstrom revelou uma pesquisa da neurociência que mediu a atividade cerebral com o seguinte resultado: a área da atividade cerebral, quando a pessoa é estimulada a marcas e produtos de desejo de consumo, é exatamente a mesma quando é submetida a imagens de fé, como a cruz e a Bíblia. Isso explica porque, quando os olhos desse homem ficaram vidrados na colheita, não conseguiu olhar para nenhuma outra direção. Adoração da riqueza concorre com adoração a Deus (Mateus 6.24).

Vamos, pois, reconhecer que toda a nossa provisão vem do Senhor, cuidar para não nos voltarmos somente para nós mesmos, e sermos cada vez mais ricos aos olhos de Deus.

Rev. Rodolfo Garcia Montosa