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Mensagem de 21.06.15

Lucas 12.13-21

Introdução

No texto lido vemos uma conversa de Jesus com seus discípulos, cercado de milhares de pessoas. Jesus orientava sobre a hipocrisia e a corrupção dos fariseus. De repente, surge do meio da multidão um homem fazendo um pedido estranho para Jesus. “Seja juiz na minha família e obrigue meu irmão a dividir a herança”. É possível que este homem não tenha prestado a mínima atenção no que Jesus acabara de falar. Neste ponto, então, aprendemos preciosas lições sobre a questão financeira:

1) Cuidado com a avareza

•Normalmente os rabinos da época auxiliavam na resolução desta questão.
•Havia leis que davam direito ao filho mais velho. Seria este, um irmão mais novo?
•Contudo, tratava-se de um pedido egoísta e materialista.
•Jesus passa a responder de maneira clara, simples, direta; e faz uma pergunta.
•Quem me constituiu juiz ou partidor entre vós? Quem falou que eu tenho interesse nisso?
•“Guardai-vos de toda e qualquer avareza”. Qualquer sinal de ambição, cobiça, desejo indomável precisa ser percebido e questionado.
•Muitas pessoas têm se perdido em nossos dias por causa da avareza e da cobiça.
•Esse desequilíbrio tem invadido nossa nação, nossa sociedade, nossas casas, nossas igrejas.
•“Tende cuidado e guardai-vos de toda e qualquer avareza”!

2) Cuidado com a abundância (ou ausência) de bens e pessoas

•Com o alerta sobre a avareza, Jesus afirma que a “vida não consiste na abundância de bens”.
•Naquele dia, quando estiver diante de Jesus na glória, ele não vai lhe perguntar quantas casas ou carros você deixou para sua família.
•Muitos passam a vida correndo atrás do que não possui, sem dar valor naquilo que possui.
•Esta realidade se aplica também para as pessoas que estão ao nosso redor.
•Quantas pessoas estão ao teu redor? Muitas? A vida não consiste na abundância de pessoas, mas na relevância que essas pessoas exercem em nossa vida e nós em suas vidas.
•O desequilíbrio financeiro normalmente ocorre quando negligenciamos o valor das pessoas.
•Estamos falando de abundância, mas isso aplica também para a ausência. Ter muito ou ter pouco, ter demais, ou ter nada, não nos dá o direito de impedirmos a vontade de Deus em nós.

3) Cuidado com a arrogância

•Na sequência, Jesus passa a contar uma parábola a respeito de um homem muito rico...
•“Que farei com a abundância dos meus frutos??”
•Esta pergunta é legítima. Mas disse: Farei isto! Essa decisão não é nossa, mas de Deus;
•Não é o que devemos fazer, mas o que Deus deseja que façamos.
•1 Crônicas 29.14: “Porque quem sou eu, e quem é o meu povo para que pudéssemos dar voluntariamente estas coisas? Porque tudo vem de ti, e das tuas mãos to damos.” (Oração de Davi sobre as ofertas).
•Não é nosso! É de Deus! Tua casa não é tua, é de Deus! Teu carro é de Deus, teus bens pertencem ao Senhor. Como reagimos a esta dura realidade?
•Direi à minha alma: Descansa, come, bebe, regala-te...com quem? Que arrogância é essa?

Conclusão

Deus diz: “Louco, esta noite pedirão a tua alma; o que tens preparado, para quem será?”
Quem age desta forma é pobre diante de Deus. É tempo de administrarmos nossos bens como bons despenseiros, pois não há tempo a perder com desequilíbrios que nos distanciem da vontade do Senhor.

Rev. Daniel Zemuner Barbosa