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Mensagem de 21.06.15

 

 

Mas Deus lhe disse: Louco! esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será? (Lucas 12.20).

 

 


Certamente já ouvimos a famosa frase de Benjamim Franklin: “Tempo é dinheiro”. Tanto o tempo como o dinheiro são extremamente importantes em nossa vida, mas, ter muito tempo não significa necessariamente ter muito dinheiro, e ter muito dinheiro não garante que utilizaremos bem o nosso tempo. Muitas são as situações que nos levam a viver em desequilíbrio financeiro: como o excesso de consumo, o abuso do crédito, a falta de contentamento e muitas outras. Mas não há maior desequilíbrio do que a falta de compreensão da nossa dependência e suficiência em Deus sobre tudo o que somos e possuímos.

Jesus nos ensina esta preciosa verdade na parábola do rico insensato (Lucas 12.13-21). Ele havia sido chamado para ser juiz da partilha de uma herança entre dois irmãos. Esta prática era comum entre os rabinos da época. Seria este homem, que se sentia defraudado, o filho mais novo dos irmãos e estava requerendo seus direitos? (W. Hendriksen). Recusando-se em julgar a causa, Jesus alerta contra o perigo da avareza (v 15). A palavra traduzida por avareza (ARA), ganância (NVI) e cobiça (KJV) é do original grego pleonexias com o sentido de “desejo ávido de ter mais”. Para combater este desequilíbrio, Jesus introduz a parábola (vv 16-20) onde o campo de um homem rico produziu com abundância. Este homem arrazoava consigo sobre o que fazer, uma vez que seus celeiros não comportavam tão grande produção, dizendo: Destruirei os meus celeiros, reconstruí-los-ei maiores e aí recolherei todo o meu produto e todos os meus bens. Então, direi à minha alma: tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e regala-te (vv 18-19).

O desfecho da história apresenta Deus chamando aquele homem de louco, do original aphrōn - sem razão, insensato, tolo, estúpido, sem reflexão ou inteligência, agindo precipitadamente. O homem rico não levou em conta que sua vida, trabalho, sua produção e tudo o que possuía era fruto da bondade e da graça de Deus, e muito menos, refletiu sobre sua limitação humana ou a importância da eternidade. Seus olhos não contemplaram a Deus e nem a possibilidade de ser instrumento de ajuda àqueles com alguma necessidade. Ele estava voltado apenas para si. No original grego as palavras eu, meu e/ou minha aparecem doze vezes neste relato. No entanto, para ele não haveria mais tempo, pois naquela mesma noite Deus iria requerer a sua alma (v 20).

A conclusão é feita por Jesus: Assim é o que entesoura para si mesmo e não é rico para com Deus (v 21). Ser rico para com Deus é ser aquele que usa e goza de suas riquezas da maneira que Deus quer. Portanto, vamos fugir das loucuras do desequilíbrio financeiro consagrando tudo o que temos e somos para a glória de Deus, pois não há tempo a perder.

Rev. Pedro Leal Junior