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Mensagem de 28.06.15

Entre tantos personagens, a Bíblia registra inúmeras situações nas quais o apóstolo Paulo foi exposto aos mais diversos sentimentos. Num breve resumo, em 2 Coríntios 11.23-27, Paulo diz: Fui espancado mais do que posso contar e, em vários momentos, estive às portas da morte. Cinco vezes levei as trinta e nove chibatadas dos judeus, três vezes espancado pelos romanos, uma vez fui apedrejado. Naufraguei três vezes e fiquei um dia e uma noite perdido no mar. Tive de atravessar rios, enfrentar ladrões, lutar com amigos e inimigos. Estive em risco na cidade e na zona rural. Enfrentei perigo sob o sol do deserto e em tempestades no mar. (A Mensagem)

Tudo isso por causa do evangelho. Poderia ter sucumbido, mas em 2 Coríntios 4.7-10, Paulo faz uma comparação reveladora: Temos, porém, este tesouro em vasos de barro. É a diferença entre o evangelho e o evangelista, a pregação e o pregador. O vaso é sem valor, o tesouro é inestimável. O vaso é perecível, o conteúdo é perene. O vaso é frágil, o evangelho é poderoso. E passa a oferecer uma série de contrastes através de uma lista de sentimentos nocivos, mas com conclusões animadoras:

Em tudo somos atribulados, porém não angustiados.Passamos pelas mais diversas aflições, pressões de todos os lados, mas não somos confinados à derrota, nem esmagados ao ponto de ficarmos amontoados definitivamente. Perplexos, porém não desanimados. Mesmo nos momentos de surpresa e dúvida, quando estamos sem rumo, não entramos em desespero. As notícias vêm. Algumas nos tiram o chão. Mesmo diante de algo irreversível, não ficamos totalmente desorientados. Perseguidos, porém não desamparados. Muitos inimigos ao redor, mas não faltam amigos para nos ampararem. A graça nunca deixou de nos surpreender e sustentar. Quando pensamos que não há mais saída, Deus nos apresenta uma forma de nos amparar, acolher e redirecionar. Abatidos, porém não destruídos. Gravemente feridos, mas não destruídos por completo. Parece que estamos num processo contínuo de construção-desconstrução-reconstrução. A destruição aparente e momentânea sempre dá lugar a belos recomeços.

Este é o nosso Deus. Para cada sentimento destruidor, uma constatação de que ele jamais nos abandona. Levamos em nosso corpo o sofrer e morrer de Jesus, para que sua vida abundante se manifeste em nós. Somente com Jesus a morte precede a vida. Morrer vem antes de viver. Esta realidade, de forma incompreensível, nos dá alegria e motivação.

Portanto, vamos investir nosso tempo cultivando sentimentos que trazem ânimo, amparo e esperança diante do que Deus fez e fará. As crises podem até trazer-nos sentimentos nocivos, mas não os alimentamos, pois não há tempo a perder com aquilo que Jesus já venceu. Aleluia!

Rev. Daniel Zemuner Barbosa