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A religião pura e sem mácula, para com o nosso Deus e Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e a si mesmo guardar-se incontaminado do mundo. (Tiago 1.27).

A palavra viúva, no hebraico almanah, significa “alguém silenciada”; no grego chéra quer dizer “alguém destituída, ou privada”. Segundo a Bíblia, a viúva sempre foi classificada, juntamente com o órfão e o estrangeiro peregrino como alguém de quem se deve ter sincera compaixão (Deuteronômio 14.29; 16.11; 24.19; 26.12; Sl 94.6).

De fato, o Senhor sempre trouxe clara orientação para que as viúvas fossem tratadas com justiça e consideração, determinando severas penas a quem a  violasse (Êxodo 22.22; Deuteronômio 16.14; 24.17-21; Isaías 1.17; Jeremias 7.6; 22.3; Zacarias 7.10; Malaquias 3.5). Deus mesmo colocou-se como o protetor de viúvas (Salmos 68.5). Existem lindas e expressivas histórias de viúvas que foram alcançadas pela graça e cuidado por meio do povo, de profetas, ou diretamente pelo Senhor. O olhar do Senhor é tão especial que foi escrito um livro exclusivo contando a história das duas viúvas Noemi e Rute. Jesus também condenou aqueles que devoram as casas das viúvas (Marcos 12.40) e apreciou muito aquela pobre viúva que entregou uma oferta de duas pequenas moedas no templo (Marcos 12.42).

O movimento da igreja nos seus primeiros dias em Atos foi tão intenso que os apóstolos fundaram a ordem dos diáconos para, justamente, atenderem as viúvas judias e helenistas. Deus levantou homens ungidos e cheios do Espírito Santo para cumprirem essa missão. Pode-se dizer que o primeiro mártir da fé teve seu ministério fundado para cuidar de viúvas. Tremendo isso.

O apóstolo Paulo foi quem trouxe importantes orientações a respeito das viúvas da igreja (1 Timóteo 5.3-16): (a) devem ser cuidadas pelos filhos e netos; (b) as que não tiverem família devem ser cuidadas pela igreja; (c) as mais novas devem cuidar para não serem ociosas e tagarelas, mas manterem-se dedicadas à vida de oração e serviço, ou casarem-se novamente; (d) as com mais de 60 anos devem servir as mais novas e também as demais mulheres da igreja. Aliás, escritores e historiadores da igreja relatam que a partir das instruções em 1 Timóteo 5.9 e 10 foi criada uma ordem de viúvas anciãs que durou até o ano de 364, quando foi abolida pelo concílio de Laodiceia.

Por isso, nossa igreja quer incentivar um movimento entre as viúvas para cuidarem umas das outras, prioritariamente, com amizade, orações, visitas, especialmente às que recém perderam seus maridos. Gostaríamos que fossem organizadas duplas para visitação mensal durante o primeiro ano de luto, com o objetivo de ouvir, compartilhar, aconselhar, assistir, orar, amar.

Que o Senhor abençoe as viúvas da nossa igreja dando-lhes consolo e sustento!

 

Rev. Rodolfo Garcia Montosa