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Mensagem de 21.02.16

É chegado o credor para levar os meus dois filhos para lhe serem escravos (2 Reis 4.1b).

Era viúva, pobre, endividada, na iminência de perder seus dois filhos que se tornariam escravos dos credores. Mas em meio à calamidade financeira, Deus moveu-se em favor daquela família para dar livramento e provisão. Essa linda história (2 Reis 4.1-7) revela princípios importantes para dias difíceis.

Princípio da autoridade (v 1a). Clamou a quem era devido. Há um princípio de autoridade muito respeitado pelo Senhor e nem sempre observado pelo povo de Deus. Vivemos uma época de pastores cobiçando o aprisco de outros, e ovelhas desejando a liderança alheia. Nem sempre há respeito pelas autoridades estabelecidas localmente (Hb 13.7; 1 Ts 5.12-13). A bênção está junto aos seus líderes! Quem são os líderes que o Senhor estabeleceu em sua vida?

Princípio da necessidade real (v 1b). Muitos buscam por aquilo que não é essencial. Essa viúva estava correndo o risco de perder seus dois filhos por causa da dívida. Não havia pensão, nem seguro de vida. Por isso, não tardou surgirem os “abutres do lucro fácil” ávidos por confiscar-lhe os filhos. De igual modo, a fragilidade financeira tem feito de muitos, escravos e reféns. Quais são suas reais necessidades?

Princípio do que temos em mãos (v 2). Ela não acreditou muito, pelo tom da sua fala: “não tem nada em casa”. O pouco nas mãos de Deus é mais do que suficiente. A Bíblia conta muitas histórias de como Deus trabalha com o que temos nas mãos: Moisés  tinha uma vara (Êx 14.16,21-22); Sansão tinha uma queixada de um jumento (Jz 15.15); Davi  tinha uma funda e cinco pedras (1Sm 17.40, 50); Jesus e os discípulos tinham cinco pães e dois peixinhos (Mc 6.37-44). E você, o que tem “em mãos”, “em casa”?

Princípio da política de boa vizinhança (v 3). A prosperidade que o Senhor tem para nossa vida está ligada aos relacionamentos que temos. A viúva tinha um bom testemunho em sua vizinhança. Quanto melhor os relacionamentos, mais “vasilhas vazias” conseguiremos. Se tratarmos as pessoas com amor e respeito, sendo sensíveis e ajudando-as em suas necessidades, certamente nos momentos mais difíceis de nossa vida não nos faltará ajuda. Como está seu relacionamento com “seus vizinhos”?

Princípio da “porta fechada” (v 4). Eliseu ordena: fecha a porta. O homem de Deus não busca notoriedade no milagre. A glória pertence somente a Deus. É possível que uma das causas da escassez de milagres hoje esteja na publicidade desenfreada. Muitos gostam de aparecer e vangloriar-se. Deixam a porta aberta para serem vistos. Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará (Mt 6.6). Além disso, a porta fechada indica um tempo privativo de busca por parte da família necessitada. Mãe e filhos em busca de Deus. Você e sua família têm fechado a porta para buscar o milagre de Deus?

Princípio da submissão (v 5). Talvez alguns de nós questionariam o profeta: Não preciso de azeite, mas, sim, de dinheiro. Eliseu, que tal você chamar meus credores e acertar com eles? Assim, muitas vezes, as pessoas chegam esperando algo de maneira pré-formatada. Se a palavra e instrução não vêm como esperavam, vão embora. Não basta ouvir, é necessário obedecer (Hb 13.17). O que você rejeitou fazer?

Princípio dos limites (v 6). O azeite acabou porque as vasilhas acabaram. O Senhor deu o suficiente, mas poderia ter dado muito mais. Somos o próprio limite da ação de Deus. Quais limites foram estabelecidos por você mesmo?

Princípio da prioridade e diligência (v 7). Por fim, após o milagre, o profeta orientou a viúva que pagasse os credores e vivesse do resto do azeite. Há pessoas que se colocam como reféns de milagres e não priorizam decisões para continuarem na liberdade a que foram chamadas. O profeta estimula uma atitude prática e prudente para restabelecer a alegria na família, autoridade perante credores, liberdade da escravidão dos filhos. Quais são as prioridades para consertar suas finanças?

O milagre na casa da viúva aconteceu pois houve obediência aos princípios de Deus exarados nas Escrituras Sagradas para alcançar a vitória sobre a escassez. Assim como o Senhor se moveu nas finanças daquela família necessitada, ele continua desejando mover-se em nós. Ele é o Deus da provisão, do sustento, da libertação. Ele é o Deus que se move para abençoar seu povo.

Rev. Rodolfo Garcia Montosa