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Mensagem de 31.05.15

(João 17.12,20-23)

Introdução

Logo após a Última Ceia, Jesus profere palavras de despedida aos discípulos. Somente o evangelho de João registra a oração que Jesus faz logo após aquele momento. João capturou o verdadeiro teor daquela oração. Poderia ter sido uma oração como outra qualquer, mas João discerniu um conteúdo específico nesta oração. A oração gira em torno da unidade do Filho com o Pai. Fala da glorificação de um e de outro. Mas nos deixa claro, que é uma oração na qual Jesus invoca ao Pai pela unidade da igreja. Com esta oração aprendemos algumas preciosas lições:

1) A consciência da unidade

•Nos versos 21 e 22 Jesus clama ao Pai: a fim de que todos sejam um / para que sejam um.
•O referencial é o relacionamento entre o Pai e o Filho (v 21): como és tu, ó Pai em mim...
•Mas no verso 12 Jesus nos dá uma boa lição prática de como deve ser esta unidade:
•Guardar: significa abrigar, esconder, vigiar, saber onde está.
•Proteger: tomar a defesa, defender, preservar, amparar, resguardar.
•Responsabilizar-se: responder em nome de, colocar-se no lugar, ter como propriedade.
•Quando não temos a consciência de que a unidade é isso, não a promovemos.
•Quando não promovemos a unidade, estamos distantes de Cristo.

2) O aprendizado da unidade

•No verso 23 Jesus diz: a fim de que sejam aperfeiçoados na unidade.
•Então quer dizer que a unidade existe escalas, existe mais ou menos unidade.
•Aperfeiçoar-se na unidade é tomar a consciência e trabalhar constantemente para realizar.
•Ao olharmos ao redor percebemos um ambiente de discórdia, desentendimento, hostilidade, falta de perdão, indiferença, divisões.
•Não podemos dizer que somos unidos. Como nação, como estado, como cidade, mas também como igreja, como família, etc.
•Aprender sobre unidade é submeter-se aos revezes que o convívio nos impõe.
•Sermos um casal unido, família unida, igreja unida, não é fácil, mas é o que Jesus deseja.

3) O resultado da unidade

•Quando agimos assim, o mundo crê em Jesus como mediador da unidade.
•V 23: eu neles, e tu em mim, para que o mundo conheça que tu me enviaste e os amaste.
•A consciência e o constante aprendizado trazem consigo resultados para o reino.
•Vivemos num mundo marcado pela concorrência e pela competitividade.
•Quando nos amoldamos ao mundo, somos tomados por esta competição reprovada por Cristo.
•As pessoas conhecem a Cristo a partir da nossa unidade, do nosso testemunho.

Conclusão

João 13.34-35: Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros. Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros.

Rev. Daniel Zemuner Barbosa