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O ladrão vem somente para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância (João 10.10).

Podemos voltar nossos olhos para os jornais e buscar nos analistas econômicos, políticos, sociais e tantos outros, a respeito do que podemos esperar do ano novo. Ou mesmo ouvir um colega de trabalho, parente, vizinho ou outras pessoas que exercem influência para nos animar, ou desanimar. Contudo, ao invés de voltar nossos olhos para essas diversas fontes, vamos fixar nossos olhos nas páginas da Bíblia, particularmente nas palavras de Jesus quando afirmou categoricamente: eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância. Isso mesmo, segundo Jesus, podemos esperar no ano novo vivermos de maneira abundante, independentemente das circunstâncias ao redor. Essa vida em abundância acontece quando Jesus anula, completamente, a ação do ladrão de nossa vida.

Mas, quem é o ladrão? Somos tentados a pensar que é o Diabo. É claro que o Diabo é ladrão. Quando pensamos somente assim, deixamos de identificar, de maneira mais objetiva, quem tem exercido esse papel de ladrão sobre nossa vida. É importante compreendermos que, nesse contexto, Jesus estava chamando de ladrão pessoas como os fariseus, os líderes religiosos, os falsos mestres, os mercenários que cuidam do rebanho por interesses escusos e não por amor. Isso significa, também, que eu e você corremos o risco de agir como ladrão roubando, matando e destruindo vidas ao nosso redor. Faça essa oração comigo: “Querido Pai, eu não quero ser ladrão na vida de ninguém, nem quero ninguém sendo ladrão da minha vida. Em nome de Jesus, amém.”

O ladrão rouba aquilo que tem valor. Seu objetivo maior é aquilo que está guardado no cofre do nosso coração. O ladrão mata aquilo que está vivo. Sua meta é tirar o fôlego de nossos pulmões, brilho de nossos olhos, sorriso de nossos lábios. O ladrão destrói somente aquilo que foi construído. Seu alvo é não deixar pedra sobre pedra e impedir que deixemos um legado para a próxima geração.

Há certa progressividade nessa ação do ladrão que precisa ser discernida. Na vida pessoal, por exemplo, o ladrão quer roubar nossa identidade, matar nossa compreensão de como Deus nos vê e, assim, destruir nossa autoestima e amor próprio. Na vida comunitária, por sua vez, o ladrão quer roubar o respeito ao outro, matar o jeito amoroso que Jesus nos ensinou a tratar o outro e, assim, destruir amizades, relacionamentos, casamentos. Mais do que tudo, em nossa vida espiritual, o ladrão quer roubar nosso tempo com Deus, matar nossa confiança e fé, e, assim, destruir nossa segurança e esperança.

A boa notícia é que, para nos dar vida em abundância, Jesus veio para restituir o que foi roubado, ressuscitar o que foi morto, e nos ajudar a reconstruir os muros e paredes que caíram. Ele é o Senhor da restituição, Senhor da ressurreição, Senhor da reconstrução.  

As palavras de Jesus não são promessas vazias lançadas ao ar para gerarem falsa motivação e expectativa, mas são verdadeiras e poderosas. Elas nos autorizam a crer decididamente que neste novo ano o ladrão não mais terá ação em nossa vida e teremos vida em abundância, como Jesus mesmo a tem e a conquistou para nós. Aleluia!

Rev. Rodolfo Garcia Montosa