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Mensagem de 06.10.19

Mas, ao orar, entre no seu quarto e, fechada a porta, ore ao seu Pai, que está em secreto. E o seu Pai, que vê em secreto, lhe dará a recompensa (Mateus 6.6 – NAA).

Tenho muito a conversar a respeito da oração. No tempo que vivi na terra, busquei ao Pai com muita intensidade. Fugia das multidões e da agitação para ficar a sós com o Pai. Em algumas ocasiões, levava comigo alguns de meus amigos mais chegados. Percebia que os religiosos achavam que eram mais espirituais por fazerem as orações em alta voz, nas sinagogas ou nas esquinas. Grande engano! Não passavam de hipócritas que desejavam ser vistos e ouvidos.

Minha sede por comunhão com Aba fazia da oração algo muito diferente de um mero ritual de espiritualidade, como muitos fariseus que a faziam publicamente. Oração para mim é conversa entranhável, estreito contato, particular trato, fonte de afeição e confiança. A oração nesse nível confunde-se com a própria vida. Na oração, meu coração fundia-se ao coração do Pai. Meus pensamentos, intenções, valores e propósitos tornavam-se um, expresso na declaração eu e o Pai somos um. Não era à toa que muitas vezes fugia da multidão para lugares solitários. Minha fuga era de alguém que tinha saudades da intimidade com o Pai.

Preste bem atenção ao que vou lhe dizer agora. Quando você for orar, vá para o seu quarto, feche a porta e ore ao seu Pai, que não pode ser visto. Você não enxerga o Pai, nem a mim, nem o Espírito Santo. Contudo nós o vemos perfeitamente em todo o tempo. Você está diante dos nossos olhos. Olhamos, porque o amamos. Olhamos, porque cuidamos. Olhamos, porque nos interessamos. Nem que queira, conseguirá se esconder. Estamos em secreto, mas o vemos no seu secreto. Vou repetir e acrescentar: Quando você for orar, vá para o seu quarto, feche a porta e ore ao seu Pai, que não pode ser visto. E o seu Pai, que vê o que você faz em segredo, lhe dará a recompensa. Por isso, busque-o com sinceridade, com intensidade, com expectativas, sem distrações, sem prejulgamentos, com mente aberta, com o coração aberto.

Seus pensamentos só se acalmam e se ordenam quando são revelados ao Pai e enquanto estão sendo revelados a nós em oração. Aba é maravilhoso, mesmo! O Espírito dele perscruta o mais íntimo do seu ser. Conhecemos em você o que lhe está oculto de sua própria consciência. Sabemos quais são seus desejos mais profundos, os medos e inseguranças escondidas, as frustrações e angústias latentes. Sabemos também quais são os tesouros que ele mesmo já reservou e com os quais quer presenteá-lo, para o preencher com sua presença, vestir com sua glória, revestir com seus adereços. Por isso, coloque-se agora totalmente nas mãos do Pai em oração. Não omita nenhuma das lutas que estão acontecendo no seu mundo interior e ao redor. A cura está no processo de dizê-las todas a mim. Não que nós as desconheçamos. O que acontece é que, ao revelá-las, nasce o ambiente de confiança e fé sobre o qual é liberada nossa ação sobre você. Os céus se abrem e descem quando você faz suas orações dessa maneira honesta. Isso mesmo, enquanto você ora com sinceridade e verdade, esperando com todo o seu ser a resposta que vem de mim, os céus se abrem. A fé é a chave da vida!

Jesus Cristo (parafraseado por Rodolfo Montosa)

Rev. Rodolfo Garcia Montosa