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Mensagem de 14.08.16

Rabi, sabemos que és Mestre vindo da parte de Deus (João 3.2).


Sempre haverá em nossa vida pessoas que se tornam referência para nós, a quem podemos chamar de ensinadores, professores ou mestres. Sempre haverá alguém para quem olharemos e desejaremos seguir os seus passos, sejam nossos pais, professores, discipuladores ou simplesmente pessoas mais experientes na caminhada cristã. Outra verdade é que também nos tornaremos modelos e inspiração para que outras pessoas trilhem caminhos seguros.

Foi desta forma que um homem chamado Nicodemos, um dos principais membros do Sinédrio, o supremo tribunal dos judeus, veio ao encontro de Jesus reconhecendo que ele tinha algo a ensinar-lhe.

No início, o que motivou Nicodemos a ir ao encontro de Jesus foi o fato dele ver em Jesus as marcas de alguém que só poderia fazer os sinais que operava se viesse da parte de Deus. O título dado a Jesus de Rabi e Mestre, segundo o comentarista Barnes, é como se fosse o título hoje de doutor em divindade. Assim, marcas de Deus são sinais desejáveis para que as pessoas possam seguir os passos de Cristo, tanto os carismas (sinais), quanto o caráter (fruto do Espírito) precisam estar presentes na vida daqueles que apresentam Jesus, como o apóstolo Paulo quando disse: Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo (1 Coríntios 1.11).

Quando olhamos para aquele importante homem do Sinédrio vemos que vale a pena seguir o Mestre Jesus. Inicialmente, ele vem à noite para encontrá-lo, muito possivelmente para não ser identificado entre os seus pares. Num segundo momento, ele se posiciona em defesa de Jesus durante uma discussão acirrada para prendê-lo: Nicodemos, um deles, que antes fora ter com Jesus, perguntou-lhes: Acaso, a nossa lei julga um homem, sem primeiro ouvi-lo e saber o que ele fez? (João 7.50-51). Por fim, Nicodemos se apresenta diante do Cristo crucificado e morto, com cerca de 32 quilos de especiarias aromáticas para honrá-lo: “E também Nicodemos, aquele que viera ter com Jesus à noite, foi, levando cerca de cem libras de um composto de mirra e aloés” (João 19.39).

No entanto, Nicodemos é alertado, amorosamente por Jesus, sobre o fato de que não basta olhar os sinais e compreender sua origem. Não basta apenas identificar em Jesus alguém que tem autoridade para ensinar ou alguém a quem vale a pena imitar. É preciso muito mais. Necessário é nascer de novo para ver o reino de Deus. A expressão “nascer de novo” pode também ser traduzida como “nascer de cima”. É necessário que as pessoas tenham uma experiência real com o Espírito Santo de Deus.

Assim, sejamos nós não apenas inspiradores de um novo modo de viver, mas condutores de pessoas a que experimentem esse novo nascimento no poder do Espírito Santo.

Rev. Pedro Leal Junior