Conteúdo e Mídia

Mensagens

Mensagem de 11.11.14


Lucas 1.30 e 45

Estamos caminhando na série de mensagens “Pela graça”. Que lindo tem sido nos aprofundarmos mais nesse assunto, é inesgotável. Já vimos que pela graça somos justificados, pela graça temos a remissão dos pecados. Hoje vamos refletir sobre o tema “Pela graça sou um (a) bem-aventurado (a)”. Por que somos felizes assim pela graça? Vamos caminhar na história bíblica:

A cidade era Nazaré da região da Galiléia, um dia normal como outro qualquer. Encontramos uma jovem, talvez entre seus 15 ou 17 anos, era uma moça virgem, noiva de um simples carpinteiro descendente da casa de Davi, cujo nome era José. Talvez ela estivesse cuidando dos afazeres de sua casa, preparando um alimento, cuidando das roupas, limpando os aposentos. Não sabemos detalhes, mas sabemos que naquele dia, no lugar onde ela estava (sala, quarto) entrou um anjo enviado por Deus, era Gabriel. Imagino o susto, a apreensão do coração daquela jovem, antes que ela falasse algo o anjo bradou: “Alegra-te muito favorecida! O Senhor é contigo” (v 28).

É claro que seu coração ficou agitado, e logo lhe ocorreu um pensamento: O que significaria essa saudação? Eu, favorecida? Enquanto ela pensava o anjo falou novamente: “Maria, não temas; pois achaste graça diante de Deus” (v 30). Maria encontrou o favor de Deus, encontrou a graça maravilhosa de Deus. Ela foi escolhida pela graça por ser uma mulher como outra de sua época, ela encontrou o favor de Deus por receber uma missão especial dele. Sim, ela alcançou a graça não para dar ou outorgar essa graça para alguém, mas para servir de coração puro a Deus que a estava chamando. Sua missão era a de conceber e dar à luz a Jesus, o Filho de Deus (vv 31-33). Sua primeira reação foi a de racionalizar dizendo que isso seria impossível, uma vez que ela não conhecera a homem algum (como assim?) (v 34). 

Pela graça sou bem-aventurado, porque sou cheio do Espírito Santo. Da mesma forma, você e eu hoje recebemos o Espírito Santo e podemos ser cheios do Espírito Santo. Somos encontrados assim: simples, comuns, em meio aos nossos afazeres, mas cheios da graça da Deus. Chamados para conceber, levar e entregar Jesus ao mundo. Jesus precisa nascer dentro de nós hoje, em nosso coração. Posso até lhe convencer de que somos pecadores, mas gerar quebrantamento e arrependimento só o Espírito Santo faz. Maria levou Jesus em seu ventre, você e eu levamos em nosso coração e em nosso viver. Talvez você também diga como Maria: Como assim, isso é impossível.

Mas a resposta do anjo foi uma linda promessa: “Descerá sobre ti o Espírito Santo e o poder do Altíssimo te envolverá” (v 35). Receba essa promessa nesta hora, ouça Deus lhe dizendo: “Cristo está sendo gerado dentro de nós e nós seremos cheios do Espírito Santo, pois achaste graça diante de Deus”.

Pela graça sou bem-aventurado porque respondo ao chamado. Ainda que Maria tenha expressado que não seria possível se cumprir nela o que o anjo estava anunciando, Deus lhe faz três afirmações importantes de fé. Nos versículos 35 a 38 o anjo Gabriel, ressalta três verdades incríveis. A primeira é que ela, Maria, seria envolvida e capacitada pelo Espírito Santo de Deus (v 35). A segunda é que o anjo comunica Maria que Isabel, sua parenta, mesmo na velhice dela e de seu marido Zacarias, mesmo senda ela chamada de estéril havia concebido e já estava no sexto mês de gravidez (v 36). A terceira é uma afirmação absoluta da grandeza, da soberania e do poder de Deus e da sua fidelidade quanto à suas promessas: “Porque para Deus não haverá impossíveis em todas as suas promessas” (v 37). Que lindo! Deus mexe com a estrutura de fé de Maria. As explicações não foram lógicas, as garantias não foram apresentadas, era um desafio de fé. Maria responde de maneira positiva e linda: “Então, disse Maria: Aqui está a serva do Senhor; que se cumpra em mim conforme a tua palavra...” (v 38). E ela utiliza a palavra doule traduzida por serva, que possui o sentido de escrava, sem resistência ao seu Senhor. Hoje eu e você podemos responder ao chamado de Deus porque ele é fiel em todas as suas promessas.

Pela graça sou bem-aventurado porque reconheço a majestade de Deus. Agora aquela jovem moça totalmente entregue nas mãos de Deus se apressa (vv 39-45) para ir até Isabel, sua parenta. Ao encontrar Isabel ambas têm uma linda experiência. Isabel foi cheia do Espírito Santo, relatou que a criança em seu ventre (João Batista) havia se remexido de alegria dentro dela e declarou que Maria era bem-aventurada, ou seja, muito feliz, e ali Maria ficou por quase três meses (v 56). Agora, Maria foi bem-aventurada porque reconheceu que era limitada e que precisava da ajuda do seu Salvador. Ela foi bem-aventurada porque adorou o Senhor e entregou a ele toda a glória que lhe é devida dizendo: “A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegrou em Deus, meu Salvador” (vv 46-47). Tudo isso aconteceu por causa da graça. Tudo começou quando Maria foi encontrada pela graça de Deus. Você e eu estamos aqui por causa da graça, fazemos o que fazemos por causa da graça, somos bem-aventurados e bem-aventuradas por causa da graça. Devolvamos a ele a glória devida a seu nome. Façamos nosso o cântico de Maria: Minha alma engrandece ao Senhor.


Conclusão

Assim como Maria, pela graça, foi cheia do Espírito Santo, respondeu ao chamado e reconheceu a majestade de Deus, somos hoje, você e eu alcançados por essa graça, e podemos reconhecer que somos bem-aventurados (as). “Maria (eu/você), não temas, porque achaste graça diante de Deus” (Lucas 1.30).

Rev. Pedro Leal Junior