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Salmos 23

O novo ano que se inicia, para nós que somos estrangeiros de passagem por este mundo (1 Pedro 2.11 NTLH), é mais uma etapa na nossa peregrinação rumo à Nova Jerusalém, a cidade permanente que buscamos (Hebreus 13.14). O Salmo 23 nos ensina que Deus conduz o seu povo como o pastor guia as ovelhas pelas veredas da justiça, caminhos certos, sem erro, sem desvios (Salmos 23.3). É uma peregrinação segura pelas características de Deus, como o nosso pastor, reveladas no texto.

Ele é o guia infalível. Guiando-nos por caminhos certos ele nos leva aos pastos verdejantes e às águas de descanso, suprindo, em glória, todas as necessidades do nosso espírito, da nossa alma e do nosso corpo. Ele traz ainda o refrigério às almas cansadas pelas agruras da caminhada (Salmos 23.2-3). Como ovelhas, precisamos discernir a voz do pastor e seguir nos seus passos, pois ele vai à nossa frente e nos chama pelo nome (João 10.3-4). Assim, jamais ficamos perdidos, desnorteados, desorientados.

Ele é o companheiro presente nas horas sombrias. Nos momentos perigosos, quando os inimigos ameaçam e a morte parece estender o seu manto escuro sobre a ovelha (Salmos 23.4), ela vê o pastor não à sua frente, mas ao seu lado, e exclama: Não terei medo de nada. Pois tu, ó Senhor Deus, estás comigo; tu me proteges e me diriges (Salmos 23.4 NTLH). O pastor usa a vara para os inimigos, mas, com o cajado, puxa as ovelhas para junto de si. Ele nos conforta, nos encoraja e nos protege no vale da sombra da morte.

Ele é o anfitrião generoso. Superado o estresse no vale escuro, ele encontra espaço para nos preparar um banquete e nos recebe como convidados de honra, ungindo-nos e enchendo o nosso cálice até transbordar. Mais: ele não permite que os inimigos, que espreitam, estraguem a festa (Salmos 23.5). As celebrações, os banquetes na peregrinação, apontam a grande festa no futuro: Alegremo-nos, exultemos e demos-lhe a glória, porque são chegadas as bodas do Cordeiro, cuja esposa a si mesma já se ataviou, pois lhe foi dado vestir-se de linho finíssimo, resplandecente e puro (Apocalipse 19.7-8). Portanto, desde já: Alegrem-se sempre no Senhor; novamente direi: Alegrem-se! (Filipenses 4.4 - NVI).

Ele é o Pai que nos recebe no lar definitivo. A linguagem se inverte: agora, não são as ovelhas que seguem o pastor, mas são a bondade e a misericórdia que seguem, com certeza, as ovelhas durante toda a peregrinação até que sejam recebidas pelo Pai no lar eterno (Salmos 23.6). Lá não há necessidade de templo, porque o seu santuário é o Senhor, o Deus Todo-Poderoso, e o Cordeiro (Apocalipse 21.22). O que nos espera no lar celestial? Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam (1 Coríntios 2.9). Que incentivo!

Resta-nos prestar atenção nas exortações do apóstolo: Amados, insisto em que, como estrangeiros e peregrinos no mundo, vocês se abstenham dos desejos carnais que guerreiam contra a alma. Vivam entre os pagãos de maneira exemplar para que, naquilo em que eles os acusam de praticarem o mal, observem as boas obras que vocês praticam e glorifiquem a Deus no dia da sua intervenção (1 Pedro 2.11,12).

Rev. Mathias Quintela de Souza