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Mensagem de 25.02.18

Lucas 11.1-13

Impactados com a vida de oração do Mestre, os discípulos pedem algo a Jesus: Ensina-nos a orar, como também João ensinou aos seus discípulos (Lucas 11.1). Segundo o evangelista Lucas, Jesus atendeu a esse pedido ensinando-os a oração do Pai Nosso e contando, com humor, a parábola do amigo em apuros, nas seguintes palavras: — Imaginem que um de vocês vá à casa de um amigo, à meia-noite, e lhe diga: “Amigo, me empreste três pães. É que um amigo meu acaba de chegar de viagem, e eu não tenho nada para lhe oferecer.” — E imaginem que o amigo responda lá de dentro: “Não me amole! A porta já está trancada, e eu e os meus filhos estamos deitados. Não posso me levantar para lhe dar os pães”. Jesus disse: — Eu afirmo a vocês que pode ser que ele não se levante porque é amigo dele, mas certamente se levantará por causa da insistência dele e lhe dará tudo o que ele precisar. Por isso eu digo: peçam e vocês receberão; procurem e vocês acharão; batam, e a porta será aberta para vocês. Porque todos aqueles que pedem recebem; aqueles que procuram acham; e a porta será aberta para quem bate (Lucas 11.5-10 – NTLH).

Sua comparação é exagerada intencionalmente, como uma hipérbole. Aponta para três princípios a serem perseguidos no desenvolvimento de nosso relacionamento de oração com o Pai, em busca de uma verdadeira e progressiva espiritualidade:

O princípio da assistência (peçam). A situação nasce como um problema trivial, inesperado, mas simples de ser resolvido. A iniciativa é natural a bons amigos, mesmo que envolva um horário um pouco inadequado. Pedir faz parte de nosso relacionamento cotidiano com amigos, da mesma forma que deve fazer parte do relacionamento com Deus. Alguns, porém, pensam que não devem pedir coisas simples ao Senhor, como que não querendo incomodar. Puro engano! Pedir exige humildade, dependência, reconhecimento das limitações, abandono de todo espírito de autossuficiência, orgulho, altivez. Pedir assistência faz parte do desenvolvimento de uma espiritualidade saudável.

O princípio da insistência (procurem). Surpreendentemente o amigo apresenta barreiras. Barreiras também fazem parte de nossa vida e funcionam como uma espécie de filtro que nos ajuda a separar o insignificante do importante. Além de pedir, Jesus ensina que devemos procurar, buscar. É um passo além que exige a aplicação de mais esforço. A insistência exige maior convicção, convencimento de que realmente estamos tratando de uma necessidade e não algo supérfluo e dispensável. Insistir no pedido conduz nosso coração ao prioritário e premente.

O princípio da persistência (batam). Mas se nem o simples pedido, ou a busca mais intensa resolveu, Jesus ensina que devemos ir além, eliminando qualquer desistência e fraqueza. Precisamos aprender a avançar em nosso relacionamento de oração com o Pai com persistência e perseverança. Aqui aprendemos a orar das entranhas, das profundezas de nosso interior. Fazemos isso com causas que realmente são importantes. Situações extremadas na vida nos conduzem naturalmente a esse comportamento. É isso o que Jesus quer e requer de nós.

Nos três níveis há uma promessa que seremos ouvidos. Isso deve gerar ousadia em nossa entrada diante do Todo-Poderoso (Hebreus 10.19-22). Jesus fez assim. Jesus nos ensinou assim. Assim devemos proceder. A boa notícia é que Jesus tem nos chamado de amigos (João 15.15). Melhor ainda, além de amigo, na sequência, Jesus nos coloca na posição de filhos: vocês, mesmo sendo maus, sabem dar coisas boas aos seus filhos. Quanto mais o Pai, que está no céu, dará o Espírito Santo aos que lhe pedirem (v. 13). Portanto, vamos nos achegar a ele, não importa a hora, nem a necessidade, mas cheios de confiança e fé.

Rev. Rodolfo Garcia Montosa