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Ao cumprir-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um som, como de um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam sentados. E apareceram, distribuídas entre eles, línguas, como de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, segundo o Espírito lhes concedia que falassem. [...] Então Pedro se levantou, junto com os onze, e, erguendo a voz, dirigiu-se à multidão nestes termos: — Homens da Judeia e todos vocês que moram em Jerusalém, tomem conhecimento disto e prestem atenção no que vou dizer. Estes homens não estão bêbados, como vocês estão pensando, porque são apenas nove horas da manhã. Mas o que está acontecendo é o que foi dito por meio do profeta Joel: “E acontecerá nos últimos dias, diz Deus, que derramarei o meu Espírito sobre toda a humanidade. Os filhos e as filhas de vocês profetizarão, os seus jovens terão visões, e os seus velhos sonharão [...] (Atos 2 – NAA).


A experiência com a chegada do Espírito Santo nos dias da festa de Pentecostes foi extraordinária. Os discípulos aguardavam o cumprimento da promessa em uma casa. Foram surpreendidos com o vento impetuoso e com as línguas de fogo. Imediatamente, começaram a falar em outras línguas de maneira tão surpreendente que estrangeiros de diversas partes do mundo passaram a entender na respectiva língua. Ficaram atônitos e maravilhados, pois aqueles discípulos eram pessoas que desconheciam os diversos idiomas que ali estavam representados. A narrativa de Lucas vai além. Diz que cada um ouvia em sua própria língua materna. A descrição é mais profunda. Língua materna significa a língua do país de origem, mas também significa a língua da intimidade com expressões, palavras, sotaques que nos remetem a particularidades do passado que somente cada um sabe. Por isso ficaram tão impactados e queriam saber o que significava tudo aquilo.

Imediatamente Pedro se levanta para explicar tudo o que se passava. Deixa claro que ninguém estava bêbado, mas que naquele momento estava se cumprindo a profecia de Joel, e o Espírito Santo estava sendo derramado, gerando profecias, visões e sonhos que diziam respeito às vidas ao redor, revelando palavras de impacto na língua materna respectiva de cada um no meio daquela multidão. A partir daquele momento, estava inaugurado um novo tempo na vida de todo discípulo de Cristo.

A expressão exata utilizada pelo profeta é que aquela seria a marca dos últimos dias. Perceba que não está dizendo o último dia, mas últimos dias. Em outras palavras, uma vez que o Espírito Santo foi derramado nos últimos dias, essa manifestação seguirá até o chamado último dia. Para deixar claro, a expressão “último dia”, ou “Dia do Senhor” (At 2.20; Ml 4.5), diz respeito ao dia final do julgamento do Senhor. Antes desse último dia, portanto, são os últimos dias a que se refere o profeta. Assim sendo, para deixar simples e claro, hoje em dia estamos vivendo esses últimos dias. Segundo essa profecia, o Espírito Santo já foi derramado e vivemos dias nos quais nossos filhos e filhas profetizarão, nossos jovens terão visões, nossos velhos sonharão, e todos os servos e servas do Senhor profetizarão. Profecias, visões e sonhos: é o que passamos a viver quando estamos cheios do Espírito.

(trecho do capítulo 3 do livro Ministério Profético de autoria de Rodolfo Montosa)

 

Rev. Rodolfo Garcia Montosa