Conteúdo e Mídia

Mensagens

Mensagem de 06.05.18

E as multidões clamavam: Este é o profeta Jesus, de Nazaré da Galileia! (Mateus 21.11).


O profeta, no Antigo Testamento, era considerado a “boca” de Deus ou o porta-voz de Deus, aquele que trazia Deus ao povo. Ser um profeta era falar com poder e autoridade, em nome do próprio Senhor. Muita responsabilidade, mas muita honra.

De acordo com a Bíblia de Estudos de Genebra, o verdadeiro profeta era definido a partir de três critérios fundamentais: devia ser um israelita (Dt 18.15); devia ser fiel à aliança mediada por Moisés (Dt 13.1-5); e suas predições deviam se cumprir (Dt 18.21-22). Neste cenário, quando nos deparamos com os profetas do Antigo Testamento, verificamos que todos eles apontaram para Jesus. Em cada livro profético é possível perceber a centralidade de Cristo e a função realizada pelos profetas de anunciarem a salvação plena e suficiente, que o Messias haveria de trazer para o povo de Deus.

No entanto, muito mais do que ser alvo das predições proféticas, Jesus foi a própria encarnação do que foi anunciado. Ele era o anúncio e a própria profecia cumprida, pois, nele, todas as profecias se cumpriram, sendo, ele mesmo, não apenas a “boca” de Deus, mas o próprio Deus. Aleluia!

No texto mencionado acima, temos a narrativa do momento histórico em que Jesus entrou na cidade de Jerusalém em um cenário extremamente profético. Em Zacarias 9.9 lemos o anúncio sobre a vinda messiânica, que traria libertação para o povo de Israel: Alegra-te muito, ó filha de Sião; exulta, ó filha de Jerusalém: eis aí te vem o teu Rei, justo e salvador, humilde, montado em jumento, num jumentinho, cria de jumenta. Esse anúncio tem o seu cumprimento perfeito descrito no Evangelho de Mateus, com todos os detalhes, incluindo a figura do jumentinho que, provavelmente, não havia sido ainda desmamado, portanto nunca havia sido montado.

Essa entrada chamada de triunfal é um grande paradoxo, pois quando pensamos em triunfo, pensamos em pompa e circunstância, cavalos e carruagens, mas o nosso Rei, o grande Profeta e Messias, estava sentado em um simples animal de carga, pois ele trazia consigo a glória da majestade do Pai, não precisava de mais nada, ele era o cumprimento do anúncio. Chegou a salvação!

Diante desse cenário, a multidão não se conteve e começou a dar brados de vitória cantando: Hosana ao Filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nas maiores alturas! (Mt 21.9), conforme o salmista já havia cantado em Salmos 118.26. O nome de Jesus é poderoso, forte, profético, salvador. Ele reuniu em si mesmo e, em seu ministério, todas as características de um verdadeiro profeta. Tudo que saiu da boca de Jesus foi por amor e trouxe edificação, exortação e consolo (1 Co 14.3), ele carregou consigo a presença do próprio Deus, acrescentando algo de Deus para as pessoas ao seu redor, sendo ele mesmo o caminho, que viabilizou o acesso ao amor eterno do Pai.

Bendito seja o profeta Jesus, o nosso Senhor, a ele a glória eternamente, amém.

Rev. Daniel Zemuner Barbosa