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Filipenses 3.12-16

Iniciar um novo ano traz sempre à nossa mente o desafio de pensarmos em alvos a serem atingidos. É comum refletirmos sobre nossa caminhada de vida e pensarmos onde queremos chegar ao final do novo ano, coisas que queremos adquirir, objetivos que queremos cumprir e sonhos que queremos realizar.

Ao me deparar com a leitura da carta aos Filipenses, capítulo 3, percebi o mesmo desejo do apóstolo Paulo em alcançar um alvo. Ele afirma que está em busca do que chama de “perfeição”, do grego teleiai, que denota maturidade ou trabalho completo, finalizado.

Destaco duas atitudes que devemos aprender com o apóstolo Paulo:
Esquecer o que ficou para trás. Muitas vezes somos impedidos de caminhar e progredir porque ficamos presos a coisas do passado, sejam boas ou ruins. Ao invés de vivermos o dia de hoje com alegria e disposição, somos invadidos pela tristeza de coisas que fizemos ou deixamos de fazer, que não voltarão mais, e que não poderemos mudar.

Paulo tinha coisas boas que precisava esquecer, como o seu preparo na lei, sua linhagem hebraica da tribo de Benjamim, sua circuncisão ao oitavo dia e muito mais. Tudo isso poderia lhe dar destaque, mas ele prefere perder todas essas coisas por causa de Cristo (vv 5-7). Mas, Paulo tinha lembranças tristes que precisava deixar, como o fato de ter sido perseguidor da igreja (v 6). Aos Coríntios escreve: Porque eu sou o menor dos apóstolos, que mesmo não sou digno de ser chamado apóstolo, pois persegui a igreja de Deus (1 Coríntios 15.9). Ainda sobre dificuldades do passado há uma extensa lista de sofrimentos e angústias no ministério (2 Coríntios 11. 23-28).

O que hoje precisamos deixar para trás? As tristezas de ontem não podem nos impedir de desfrutar o que Deus tem preparado para nós. As vitórias e alegrias do passado não se comparam ao que Deus de antemão preparou para aqueles que decidirem conhecer mais a Cristo.

Avançar diante das coisas novas. Se precisamos deixar as coisas do passado para trás, precisamos também estar abertos para as coisas novas que estão diante de nós. Destaco as expressões: Por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus (v 8), para ganhar a Cristo (v 8), ser achado nele (v 9), e para o conhecer (v 10). Não tenho dúvidas que o maior desejo de Paulo era o de conhecer mais a Cristo e ser mais conhecido dele. Para ele o alvo é o profundo desejo de ser encontrado aprovado por Cristo, obra que foi iniciada em sua vida pelo próprio Jesus, na estrada de Damasco: prossigo para conquistar aquilo para o que também fui conquistado por Cristo Jesus (v 12). Hoje, diante nós temos essa oportunidade.

Que possamos avançar no conhecimento do Senhor. Antes de planejar os nossos próprios alvos para o novo ano, que Cristo seja o nosso alvo. Que avancemos em diminuir para que ele cresça, que nos humilhemos para que ele seja exaltado, que seja feita a vontade dele ao invés da nossa, que não vivamos mais nós, mas que Cristo viva em nós, que ele seja tudo em todos nós e que Cristo em nós  seja nossa única  esperança da glória.

Tenhamos o mesmo e firme propósito de Paulo: Prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus (v 14). Assim como o apóstolo, não julgo havê-lo alcançado, mas juntos, andemos de acordo com o que já alcançamos (v 16) e vamos neste novo ano, dar mais um passo em direção ao Alvo. Que ao final de 2019, sejamos mais parecidos com Jesus do que somos neste início de ano.

Rev. Pedro Leal Junior