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Mensagem de 10.09.17


Mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para seus adoradores (João 4.23).


Adoração é a expressão mais profunda do homem para com Deus. Para isso fomos criados, porém, comumente, temos uma compreensão limitada e confundimos adoração com música ou apenas com o culto público. É claro que tanto a música como o culto podem ser expressões de adoração, mas o conceito bíblico vai além e se estende à nossa forma de viver. Semanalmente, em nossas células, temos o momento da “Exaltação”, onde lemos salmos e cantamos. Aos domingos, investimos tempo entoando canções conduzidas pelas equipes de música. Mas isso nos garante que estamos adorando a Deus?

Russell Shedd afirma que adorar “é o transbordar de um coração grato, impulsionado pelo sentimento do favor divino, é a resposta de celebração a tudo que Deus tem feito, está fazendo e promete fazer”. De fato, Deus está à procura de verdadeiros adoradores, diante dos falsos e superficiais existentes.

No diálogo de Jesus com a mulher samaritana, à beira do poço, o Mestre nos ensina que adorar é se achegar a Deus do jeito em que estamos e apesar das circunstâncias. Ele sempre nos ouvirá. Por revelação ou por conhecimento, Jesus sabia que aquela mulher estava com sua vida em desordem. Cinco maridos já havia tido e o atual nem marido era. Em Tiago 4.8 lemos: Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós outros. Que alegria poder nos achegar a Deus como estamos!

Adorar é reconhecer quem Deus é e o que faz. Nós o louvamos pelo que ele faz e o adoramos pelo que ele é. A samaritana reconheceu que Jesus era, de fato, profeta. Naquele momento ela estava expressando o que Jesus era. Quando adoramos, reconhecemos quão grande é o nosso Deus e quão pequeno somos. No Salmo 150 aprendemos que devemos louvá-lo no seu santuário e no firmamento, pelos poderosos feitos e pela sua muita grandeza, com instrumentos e danças. Todo ser que respira deve reconhecer que maravilhosa graça tem nos acompanhado.

Porém, às vezes, adorar é esvaziar-se de segundas intenções.  É muito comum percebermos o povo de Deus se aproximar dele apenas para cantar e receber seus benefícios. Aquela mulher pediu: Dá-me dessa água para que eu não mais tenha sede, nem precise vir aqui buscá-la (João 4.15). Na realidade, ela queria o benefício para diminuir seus esforços. Isso não é adoração! O Pai procura adoração verdadeira e desprovida de interesse. Afinal, que darei ao Senhor por todos os seus benefícios para comigo? (Salmos 116.12).

Quando o adoramos sem interesse, começamos a entender que adorar é buscar intimidade com o Pai e viver em total rendição. Quando Jesus ensinou para a samaritana que Deus é espírito e que seus adoradores devem o adorar em espírito e em verdade, referiu-se ao fato de que não é possível adorar ao Senhor superficialmente ou de maneira mecânica. Adoração verdadeira vem do íntimo, do lugar mais profundo do nosso ser, e flui por meio de cânticos, melodias, frases, ou mesmo em silêncio que contemplam a formosura do Abba. Aquela mulher estava diante de Jesus, mas ainda não estava adorando o Pai, pois adorar é sermos tomados de temor, honra e profundo amor. A intimidade do Senhor é para os que o temem, aos quais ele dará a conhecer a sua aliança (Salmos 25.14), e isso é relacionamento!

Para o verdadeiro adorador, adorar é um estilo de vida e esta hora já chegou. É o encontro constante do filho dizendo: “Tu és um bom Pai!” Enquanto o Pai diz: Tu és meu Filho amado, em quem me comprazo (Mateus 3.17). Aleluia! A ele toda nossa adoração!

Rev. Daniel Zemuner Barbosa