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Mensagem de 20.08.17


Essas mulheres tinham acompanhado e ajudado Jesus quando ele estava na Galileia (Marcos 15.41 – NTLH).


A vida de Jesus impressiona a todos, seja qual for o ângulo de observação. Podemos olhá-lo como firme referência para o bem viver em qualquer área de nossa vida. Ele viveu de maneira perfeita em tudo o que falou, olhou, tocou, ouviu e decidiu. Veio para nos ensinar e nos deixar uma herança para uma vida plena e abundante. Seguir suas pisadas é sempre estar em terreno seguro. Vamos refletir sobre o cuidado na vida de Jesus.

Como qualquer outro ser humano, Jesus precisou receber cuidado de seus pais, pois era uma criança pequena e indefesa. José e Maria, desde pequeno, o levavam para o templo com o objetivo de apresentá-lo a Deus (Lucas 2.22). Por orientação de Deus, fugiram para o Egito para que Herodes não o matasse (Mateus 2.13-14, 20-21). Cuidavam tão bem que o menino crescia e ficava forte; tinha muita sabedoria e era abençoado por Deus (Lucas 2.40 - NTLH). Foi cuidado também pelo povo de Deus. Simeão o pegou no colo (Lucas 2.28), os magos deram presentes (Mateus 2.11), até após sua morte, José de Arimateia e Nicodemos cuidaram de seu sepultamento (João 19.38-40).

Seu valor pelo cuidado vai além de quando não tinha decisão sobre si mesmo. Jesus deixou-se ser cuidado mesmo quando adulto. Foi cuidado pelos anjos após o difícil tempo de jejum, oração e tentação no deserto (Marcos 1.13). Aliás, tinha disponível esse serviço em todo o tempo que quisesse (Mateus 26.53). Mas, ao contrário do serviço celestial, preferiu ser servido pelos humanos. Gente como ele. Gente de carne e osso. Gente de sentimentos e emoções. Gente com dores e sonhos. Entre elas estavam Maria Madalena, Salomé e Maria, que era mãe de José e de Tiago, o mais moço. Essas mulheres tinham acompanhado e ajudado Jesus quando ele estava na Galileia (Marcos 15.40-41).

Além do cuidado voluntário, natural de quem o amava, Jesus buscou cuidado no momento mais difícil de sua vida (Marcos 14.32-42). Fez isso com muita intensidade. A narrativa de seu período de oração no Getsêmani diz que por três vezes ele buscou seus amigos e discípulos mais íntimos, clamando que ficassem com ele. Estava tomado de pavor e angústia. Com a mesma força que adiantava-se ao local para orar a Deus, retornava para ver se seus amigos estavam com ele. Mesmo sendo Deus, Jesus expressou o quanto precisava do conforto e consolo de seus amigos.

Seu olhar para a vida refletia seu grande valor da comunhão, da comunidade, da integração, da interdependência. Disse não à autonomia, à independência, ao isolamento. Sendo essa sua maneira de ser e pensar, Jesus compadeceu-se do descuidado com muita intensidade pois via as multidões aflitas e exaustas como ovelhas que não têm pastor (Mateus 9.36 e 23.37).

Como não era um teórico conceitual, Jesus exerceu o cuidado sobre os seus mais queridos, como seus discípulos (ex.: João 13.4-5). Também cuidou do próximo, de todo aquele que se aproximava dele (ex.: Mateus 4.24; 8.16; 12.15, 22; 14.14; 15.30; 19.2; 21.14).

Por fim, Jesus recomendou o cuidado, quando, em sua última conversa, perguntou a Pedro por três vezes se o amava, recomendando que cuidasse das suas ovelhas (João 21.15-17). Mesmo pendurado na cruz, vendo Jesus sua mãe e junto a ela o discípulo amado, disse: Mulher, eis aí teu filho. Depois, disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. Dessa hora em diante, o discípulo a tomou para casa (João 19.26-27). Ou seja, sua derradeira orientação antes de subir aos céus é que seus amados líderes e sucessores cuidassem uns dos outros, cuidassem de você e de mim.

Precisar, deixar-se, buscar, compadecer-se, exercer e recomendar. Verbos que se aliam à palavra “cuidado” para apontar claramente pegadas a seguir! Assim como Jesus, somos convidados a uma vida de cuidado uns dos outros.

 

Rev. Rodolfo Garcia Montosa